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Mundo

Filadélfia registra segundo dia de protestos após morte de homem negro

Manifestações marcadas por confrontos com a polícia e saques preocupam a uma semana das eleições americanas

28/10/2020 08:14
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Michael Ciaglo/Getty Images
polícia usa Gas de pimenta em protestos pela morte de George Floyd nos EUA

A cidade da Filadélfia enfrentou, nessa terça-feira (27/10), a segunda noite de manifestações após um homem negro ser morto pela polícia. O protesto foi marcado por prisões, confrontos violentos e saques. Os atos preocupam a Casa Branca, que acompanha com apreensão o retorno dos movimentos antirracistas uma semana antes das eleições.

O episódio foi usado pelo presidente Donald Trump para se colocar como o candidato da “lei e da ordem” na disputa pela reeleição. O concorrente, Joe Biden, fez um comunicado, informando que está “de coração partido” pela morte da vítima. O democrata aproveitou para pedir que os protestos ocorram pacificamente. “Nenhuma quantidade de raiva contra as injustiças reais em nossa sociedade é uma desculpa para a violência. Saquear não é protestar, é um crime”, diz a nota assinada por Biden e a vice, Kamala Harris.

Jornais locais noticiaram que dois policiais atiraram em Walter Wallace Jr na tarde de segunda-feira (26/10) depois de ele ter se recusado a largar uma faca enquanto sua mãe tentava contê-lo. Vídeos postados nas redes sociais mostram que o homem empurra a mãe e caminha na direção dos policiais.

O pai de Wallace disse ao Philadelphia Inquirer que o filho foi baleado 10 vezes. Ele afirmou que a vítima tinha doença mental e fazia tratamento. “Por que eles não usaram um Taser?”, questionou, referindo-se à arma de choques que serve para imobilizar.

Veja o vídeo:

Em um comunicado, o prefeito da Filadélfia, Jim Kenney, disse que a morte de Wallace é investigada. “Assisti ao vídeo desse trágico incidente, e ele apresenta perguntas difíceis que devem ser respondidas. Espero uma resolução rápida e transparente”, afirmou.

Durante a noite dessa segunda-feira (26/10), após o episódio, centenas de manifestantes se reuniram em frente ao departamento de polícia da Filadélfia. Houve confrontos com agentes de segurança, e pelo menos 30 policiais foram feridos por tijolos arremessados pelos manifestantes.

Os protestos são os mais recentes episódios da série de atos antirracistas que se espalharam pelos EUA desde o assassinato de George Floyd, em maio. Floyd teve o pescoço pressionado contra o chão pelo joelho de um policial branco durante quase nove minutos e morreu asfixiado depois de dizer várias vezes que não conseguia respirar.