Europa fala em força militar conjunta para substituir tropas dos EUA
Atualmente, cerca de 100 mil soldados dos Estados Unidos estão alocados em diversos países da Europa
atualizado
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O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, defendeu que países da União Europeia (UE) devem pensar na possibilidade de criar uma força militar conjunta, com o objetivo de substituir tropas dos Estados Unidos no continente. A declaração da autoridade europeia aconteceu neste domingo (11/1).
Segundo Kubilius, ex-premiê da Lituânia entre 2008 e 2012, o maior problema da Europa é a “falta de união”. Por isso, ele defendeu a criação de um Exército Europeu com capacidade de substituir os cerca de 100 mil militares dos EUA que atuam no continente, em parceria com forças de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Além da força militar conjunta, o comissário defendeu a criação do Conselho de Segurança Europeu. Segundo o político lituano, decisões relacionadas à defesa da Europa poderiam ser tomadas de forma mais rápida.
“O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos, incluindo o Estado-Membro que detém a Presidência do Conselho. Além disso, faria parte da liderança da UE: os Presidentes da Comissão e do Conselho”, declarou Kubilius durante discurso na Conferência Nacional Povo e Defesa 2026, realizada na Suécia.
Há cerca de 10 anos, a possibilidade da criação de um Exército da Europa, e de uma maior independência militar de países europeus, já vinha sendo discutida entre os membros da UE. A proposta, porém, voltou a ganhar atenção após Donald Trump reassumir a presidência dos Estados Unidos no início de 2025.
Desde então, o líder norte-americano tem pressionado países europeus a investirem mais no setor de Defesa. Além disso, Trump tem feito ameaças que podem afetar um aliado direto da Otan e a própria existência do bloco militar de 31 países.
Nas últimas semanas, o presidente dos EUA voltou a falar sobre anexar a Groenlândia, alegando questões de segurança. Para isso, Trump revelou estar disposto a “sacrificar” a Otan, tendo em vista que qualquer ação militar contra a ilha autônoma seria uma agressão direta contra o país da aliança onde a região está localizada: a Dinamarca.
