Europa fala em assumir defesa após retaliação de Trump contra Alemanha

Após troca de farpas com chanceler alemão Friedrich Merz, governo Trump anunciou que vai retirar tropas militares dos EUA da Alemanha

atualizado

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Imagem de vários soldados enfileirados, com um soldado a frente, segurando a bandeira da Otan - Metrópoles
1 de 1 Imagem de vários soldados enfileirados, com um soldado a frente, segurando a bandeira da Otan - Metrópoles - Foto: Otan/Divulgação

A decisão do governo Donald Trump de retirar soldados norte-americanos da Alemanha repercutiu não só no país comandado por Friedrich Merz, mas também em outros aliados europeus dos Estados Unidos, que falam agora em assumir a defesa do continente.

“Os europeus precisam assumir mais responsabilidade por sua própria segurança”, disse o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, neste sábado (2/5).

Mais cedo, a porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alisson Hart, também comentou a decisão do governo norte-americano. Em uma publicação na rede social X, ela disse que a aliança mantém contato com os EUA para entender os detalhes da retirada e também cobrou maiores esforços de nações europeias no setor de defesa.

“Esse ajuste sublinha a necessidade de a Europa continuar a investir mais em defesa e assumir uma maior parcela da responsabilidade pela nossa segurança compartilhada”, disse Hart. “Permanecemos confiantes em nossa capacidade de prover nossa dissuasão e defesa à medida que essa mudança em direção a uma Europa mais forte em uma Otan mais forte continua”.

O anúncio da administração Trump, sobre a retirada de 5 mil soldados norte-americanos de bases na Alemanha, surgiu após trocas de farpas entre o presidente dos EUA e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz.

Nas últimas semanas, o mandatário da Alemanha criticou o desempenho norte-americano na guerra contra o Irã. Em uma das declarações, Merz chegou a falar que os EUA estão sendo “humilhados” no conflito. 

Crise entre EUA e Europa

Apesar do anúncio desta semana, a crise entre EUA e aliados da Europa não é nova, e se estende desde antes do início do segundo mandato de Donald Trump. Durante a corrida presidencial de 2024, o atual líder norte-americano chegou a afirmar que “encorajaria” a Rússia a atacar países da Otan que não cumprissem metas de gastos militares estipulados pela aliança.

No último ano, membros da organização concordaram em aumentar despesas com defesa para 5% do PIB de cada membro. Isso, contudo, não foi suficiente para acalmar os ânimos do presidente republicano.

Em janeiro deste ano, os EUA voltou a ter embates com a Otan após Trump falar anexar a Groenlândia, região autônoma está localizada dentro do território da Dinamarca, um dos 32 países membros da aliança.

Diante das ameaças, o futuro da organização ficou em xeque, já que qualquer ação norte-americana contra a ilha seria uma agressão direta contra um país membro da Otan — que, em teoria, acarretaria em uma resposta obrigatória de outros membros, segundo o estatuto da aliança.

A guerra no Irã também causou rachas entre o principal financiador da Otan, os EUA, e o restante do grupo. Ao ter pedidos de ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz negados, Trump disse que pensava em tirar o país que comanda da aliança. 

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