EUA voltará a aplicar injeção letal e fuzilamento para penas de morte

A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça, que afirmou cumprir uma determinação do presidente Donald Trump

atualizado

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Presidente dos EUA, Donald Trump
1 de 1 Presidente dos EUA, Donald Trump - Foto: White House/ reprodução

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, nesta sexta-feira (24/4), a retomada do uso de injeções letais em execuções federais e informou que também passará a adotar o fuzilamento como método para condenados à pena de morte.

A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça, que afirmou cumprir uma determinação do presidente Donald Trump para acelerar e ampliar a aplicação desse tipo de punição.

Em 2024, o país chegou a utilizar, de forma inédita, a morte por asfixia como alternativa. Esse método, porém, foi alvo de críticas e denúncias por causar sofrimento intenso, comparado a tortura por órgãos como a ONU.

No comunicado, o Departamento de Justiça classificou a análise feita durante o governo anterior, de Joe Biden, como “profundamente falha”.

“O governo anterior falhou em seu dever de proteger o povo americano, ao se recusar a buscar e aplicar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, disse o procurador-geral interino, Todd Blanche.

Na prática, a nova diretriz federal deve servir como referência, já que a pena de morte nos Estados Unidos é aplicada de forma descentralizada, com regras que variam por estado. Em 2025, por exemplo, um condenado foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul devido à falta de medicamentos necessários para a injeção letal.

Morte por injeção letal

A execução por injeção letal é um dos métodos previstos na legislação penal dos Estados Unidos para cumprir a pena de morte, prática adotada por dezenas de países ao redor do mundo.

Apesar disso, diversos estados norte-americanos haviam suspendido temporariamente o uso desse procedimento. A interrupção ocorreu tanto por disputas judiciais quanto por uma moratória estabelecida durante o governo Biden.

A decisão foi baseada em estudos que indicavam que o método poderia causar dor intensa e sofrimento desnecessário aos condenados, levantando questionamentos sobre a aplicação, do ponto de vista humanitário e legal.

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