EUA impõe sanção diplomática a servidores chineses e restringe vistos

A sanção diplomática ocorre em meio a rumores de que Pequim está fornecendo ajuda militar e econômica a Moscou na guerra

atualizado 21/03/2022 17:36

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fala sobre a Ucrânia ao lado de seu secretário de Estado, Antony Blinken - MetrópolesAlex Wong/Getty Images

O governo dos Estados Unidos aplicou uma sanção diplomática contra funcionários da China. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken, nesta segunda-feira (21/3).

Blinken explicou que a punição é contra servidores que tentaram “intimidar, assediar e reprimir dissidentes e defensores de direitos humanos dentro e fora da China”.

“Os perpetradores de violações dos direitos humanos devem continuar a enfrentar as consequências. Os Estados Unidos tomaram medidas para impor restrições de visto a funcionários da China por tentarem intimidar, assediar e reprimir dissidentes e defensores de direitos humanos dentro e fora da China”, escreveu.

A sanção diplomática ocorre em meio a rumores de que Pequim está fornecendo ajuda militar e econômica a Moscou na guerra na Ucrânia. O confronto completa 26 dias nesta segunda-feira (21/3).

Rússia

No fim de semana, a Rússia mandou recados para o Ocidente. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, admitiu que o país mantém contato com a China e garantiu que irá “fortalecer a cooperação” com o país asiático.

“Esta cooperação ficará mais forte, porque em um momento em que o Ocidente está descaradamente minando todas as bases sobre as quais o sistema internacional se baseia, é claro que nós, como duas grandes potências, precisamos pensar em como continuar neste mundo”, disse Lavrov.

Os Estados Unidos classificaram como “preocupante” a aproximação entre a Rússia e a China. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, conversaram por telefone sobre a invasão russa à Ucrânia.

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Vale ressaltar que Xi Jinping e o presidente russo, Vladimir Putin, mantém relações amistosas e são aliados (foto em destaque).

Biden cobrou posicionamento formal do governo chinês contra a guerra. Na conversa, Xi Jinping disse a Biden que o conflito “não interessa a ninguém”. O norte-americanos já ameaçaram a China com sanções caso o apoio seja confirmado.

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“A China defende a paz e se opõe à guerra. Isso está embutido na história e na cultura da China”, declarou o governo do país asiático.

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