EUA teme guerra cibernética e diz que Rússia planeja novos ataques

Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Biden pediu que empresas privadas reforcem a segurança tecnológica

atualizado 21/03/2022 17:06

Michael Melo/Metrópoles

Os serviços de inteligência norte-americanos dizem monitorar supostos planos russos de promover ataques cibernéticos contra instituições públicas e empresas dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (21/3), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que há risco de a Rússia realizar ataques cibernéticos contra o país em resposta às sanções pela guerra na Ucrânia.

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Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Biden pediu que empresas privadas reforcem a segurança tecnológica.

“Faremos tudo no nosso poder para defender a nação e responder aos ciberataques. Mas a realidade é que grande parte da infraestrutura essencial da nação é controlada e operada pelo setor privado, que deve agir para proteger os serviços críticos dos quais todos os americanos dependem”, ressaltou.

A Casa Branca recomendou que as empresas adotem o uso de autenticação de dois fatores para dificultar o acesso dos hackers aos sistemas e verifiquem se os programas usados estão devidamente atualizados.

O governo americano também orientou que as companhias mantenham cópias de seus arquivos fora da rede.

Rússia atacada

Na semana passada, a Rússia afirmou ter sofrido o maior ataque cibernético já registrado no país. O atentado digital sofrido em meio à guerra na Ucrânia é, segundo o governo russo, três vezes mais agressivo que o último grande ataque registrado.

O Kremlin, sede do governo russo, não deu detalhes sobre o caso, mas afirmou que sites estatais, da transportadora Aeroflot e do banco Sberbank tiveram interrupções ou problemas de acesso.

Outros episódios

Esse não foi o primeiro ataque digital que ocorre após o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Na segunda-feira (14/3), sites do governo de Israel, inclusive o do escritório do primeiro-ministro e o do Ministério da Saúde, saíram do ar em um aparente ciberataque. Uma fonte da área de segurança disse ao jornal israelense “Haaretz” que este seria o maior ataque cibernético já realizado contra Israel.

 

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Negociações estagnadas

A estagnação das negociações para um acordo de paz no Leste Europeu continua impedindo o fim da guerra. Nesta segunda-feira, o governo russo voltou a reclamar da falta de entendimento.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, admitiu que não houve progresso nas conversas com o governo ucraniano.

Além disso, descartou possível reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

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