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Mundo

EUA e países árabes falam sobre a criação do Estado da Palestina

Manifestação aconteceu após reunião de países do Golfo, que contou com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

25/06/2026 17:20
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Divulgação/Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)
Imagem colorida mostra EUA e Conselho de Cooperação do Golfo - Metrópoles

O governo dos Estados Unidos disse apoiar a formação do Estado da Palestina, e afirmou que nenhum morador da Faixa de Gaza será forçado a deixar o território. A manifestação consta em uma declaração conjunta, divulgada junto de governos de países do Golfo.

Nesta quinta-feira (25/6), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou da reunião de ministros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — grupo político formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.

Após o evento, os países afirmaram que se “opõem à anexação da Cisjordânia” por parte de Israel, e falaram que a reconstrução de Gaza “criará as condições para um caminho crível rumo à autodeterminação e à formação de um Estado palestino”. 

“Os ministros reafirmaram ainda que ninguém será forçado a deixar Gaza e que aqueles que desejarem sair terão a liberdade de retornar”, disse um trecho da declaração conjunta.

A manifestação da diplomacia norte-americana acontece em meio a episódios de tensão na relação entre os EUA e Israel. Nas últimas semanas Trump criticou, publicamente, os ataques ordenados pelo governo Benjamin Netanyahu contra o Líbano.

A solução de dois Estados independente — Israel e Palestina — tem sido defendida como uma das maneiras de resolver o conflito histórico entre judeus e muçulmanos. Apesar do apoio de boa parte da comunidade internacional, a medida nunca avançou.

Situação em Gaza

A guerra na Faixa de Gaza foi interrompida em outubro de 2025, após um plano de paz com 20 pontos apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Dividido em três fases, o acordo assinado por Israel e Hamas está, atualmente, no estágio dois de sua implementação. Nele está previsto o fim total das hostilidades entre os dois lados, a desmilitarização do grupo palestino e a transição política em Gaza. Desde janeiro, contudo, as negociações estão travadas.

Apesar do cessar-fogo, relatórios recentes da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmam que palestinos continuam sofrendo com a violência e condições precárias de vida no enclave.

Estimativas apontam que cerca de 1 mil pessoas foram mortas na Faixa de Gaza desde o início da trégua. A ONU ainda afirma que 90% da população do enclave — aproximadamente 1,7 milhão — seguem deslocados internamente no território.

Nesta semana, uma investigação das Nações Unidas ainda acusou Israel de continuar atacando crianças palestinas de forma deliberada, apesar do cessar-fogo.