EUA e Israel rejeitam resolução da ONU sobre guerra em Gaza

Assembleia Geral da ONU aprovou medida apresentada por França e Arábia Saudita que propõe o reconhecimento da Palestina como Estado

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Assembleia Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização. Na foto, uma vista ampla do salão de votação com representantes de diversos países Lula ONU - Metrópoles
1 de 1 Assembleia Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da organização. Na foto, uma vista ampla do salão de votação com representantes de diversos países Lula ONU - Metrópoles - Foto: Michael M. Santiago/Getty Images

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta sexta-feira (12/9), uma resolução que que prevê uma solução pacífica para a guerra na Faixa de Gaza. O texto propõe um governo livre do Hamas e o reconhecimento da Palestina como um Estado com base nas fronteiras de 1967. A proposta, no entanto, foi rejeitada por Israel e Estados Unidos.

Nomeada “Declaração de Nova York”, a proposta foi apresentada por França e Arábia Saudita em julho deste ano. Na votação desta semana, 142 países votaram a favor da da solução pacífica para o conflito entre palestinos e judeus. Outras 12 nações se abstiveram e 10 votaram contra a medida — entre elas, Estados Unidos, Israel, Argentina, Paraguai e Hungria.

A declaração, apoiada por estados árabes, condenou os atos terroristas do Hamas no território israelense, em outubro de 2023, e pediu a libertação de todos os reféns que ainda estão na Faixa de Gaza.

Além disso, o texto criticou os ataques de Israel contra civis palestinos, o cerco militar no enclave palestino e o cerco que provoca fome e catástrofe humanitária em Gaza.

Como parte dos esforços de paz, o plano ainda prevê o reconhecimento do Estado Palestino, e o fim do governo do Hamas na região, que passaria a ser controlada pela Autoridade Palestina (AP).

A Declaração de Nova York também determina que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia ocupada sejam unificadas, com base nas fronteiras existentes antes da Guerra dos Seis dias, em 1967. Na época, Israel tomou grandes porções do território, e iniciou uma ocupação em áreas antes reconhecidas como partes da Palestina.

Mesmo com os esforços da ONU, o governo de Benjamin Netanyahu já deixou claro que não está interessado em uma solução de dois Estados para o conflito. Nesta quinta-feira, o premiê israelense chegou a falar que “nunca haverá” o reconhecimento da Palestina, ao aprovar novos assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada. 

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