ONU coloca Israel e Rússia em alerta sobre uso de violência sexual

Relatório anual apresenta uma lista de 63 países ou entidades que recorreram ao estupro e outros tipos agressões durante conflitos armados

atualizado

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Secretário-geral da ONU, António Guterres - Metrópoles
1 de 1 Secretário-geral da ONU, António Guterres - Metrópoles - Foto: David Dee Delgado/Getty Images

A ONU alertou nesta quinta-feira (14/8) a Rússia e Israel sobre uma possível inclusão na lista de países e organizações armadas responsáveis por violência sexual em tempos de guerra.

Em um relatório anual que apresenta uma lista de 63 países ou entidades que recorreram ao estupro ou a outras formas de violência sexual em conflitos armados, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou que esses dois países estão sob vigilância.

“Diante das sérias preocupações causadas por certas formas de violência sexual regularmente documentadas pela ONU”, Rússia e Israel “podem ser incluídos na lista que constará como anexo do próximo relatório”, escreveu ele.

Sobre a Rússia, o chefe da ONU menciona “informações credíveis” sobre abusos “contra prisioneiros de guerra ucranianos, em 50 locais oficiais de detenção e 22 locais não oficiais na Ucrânia e na Federação Russa”.

“Entre essas violações estão numerosos casos documentados de violência genital, incluindo eletrocussões, espancamentos e queimaduras nas partes genitais, além do uso de nudez forçada e prolongada, com o objetivo de humilhar as vítimas e obter confissões ou informações”, acrescenta.

Em Israel e nos Territórios Palestinos, ele se declara “gravemente preocupado com informações credíveis sobre violações cometidas pelas forças armadas e de segurança israelenses contra palestinos em várias prisões, um centro de detenção e uma base militar”.

Os casos documentados pela ONU também mencionam “violência genital” e “uso de nudez forçada e prolongada”, além de “revistas íntimas repetidas com caráter abusivo e degradante”.

Embaixador israelense reage

A ONU deveria “concentrar-se nos crimes de guerra chocantes e nas violências sexuais cometidas pelo Hamas, bem como na libertação de todos os reféns”, reagiu o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon. “Israel não se furtará a proteger seus cidadãos e continuará a agir conforme o direito internacional”, acrescentou.

Procurada pela AFP, a parte russa não havia se manifestado até o momento.

No relatório, a ONU lamenta “um aumento impressionante de 25%” no uso da violência sexual no mundo “como tática de guerra, tortura, terrorismo e repressão política”. As mulheres continuam sendo a grande maioria das vítimas registradas (92%).

O movimento Hamas está entre as organizações armadas acusadas de recorrer a essas práticas, especialmente durante os massacres de 7 de outubro, que desencadearam o conflito com Israel.

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