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EUA bombardeia Irã pela 2ª noite e Teerã retalia bases no Oriente Médio

EUA bombardeou 90 alvos militares no Irã. País respondeu com ataques a bases norte-americanas no Kuwait, no Catar e no Bahrein

09/07/2026 04:40, atualizado 09/07/2026 04:43
Centcom/ reprodução
EUA bombardeia Irã pela 2ª noite e Teerã retalia bases no Oriente Médio

Pela segunda noite consecutiva, os Estados Unidos (EUA) e o Irã voltaram a trocar ataques, três semanas após a assinatura do memorando de entendimento que começou a desenhar o fim da guerra na região.

Na noite desta quarta-feira (8/7), o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) disse ter bombardeado aproximadamente 90 alvos militares. Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) disse ter atacado bases norte-americanas no Kuwait, no Catar e no Bahrein.

De acordo com os EUA, o cessar-fogo foi rompido quando o Irã atacou três caminhões-tanque no início da semana, no Estreito de Ormuz. O exército norte-americano respondeu atacando 80 alvos militares no Irã. O Departamento do Tesouro dos EUA também revogou uma isenção temporária das sanções que permitia a Teerã exportar petróleo.

Na noite desta quarta, o presidente Donald Trump disse que o Irã pediu um novo acordo, mas que ele não considera que o país seja “digno” de mais uma negociação. “Eu simplesmente não sei se eles são dignos de fazer um acordo, não sei se eles vão honrar o acordo”, afirmou.

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Mais cedo, Trump declarou que o memorando de entendimento não estava mais válido e chamou a liderança do Irã de escória. “São pessoas doentes. São lideradas por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, a usariam. Para mim, acabou”, disse.

O documento tinha sido assinado pelos dois países em 17 de junho e previa uma série de medidas para o avanço das negociações para encerrar definitivamente a guerra, iniciada em fevereiro pelos EUA.

O principal negociador do Irã e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país vai responder aos ataques. “A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar.”


Trégua chega ao fim

  • A escalada militar teve início após o presidente Donald Trump declarar encerrado o memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã em junho, que previa um cessar-fogo provisório e negociações para um acordo de paz permanente.
  • Segundo o governo americano, a decisão foi tomada após o Irã atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
  • Teerã nega as acusações e contra-acusa os Estados Unidos de violarem os compromissos assumidos durante as negociações.
  • Apesar da retomada dos confrontos, Trump afirmou nesta quarta-feira que o governo iraniano procurou Washington para tentar negociar um novo acordo.
  • No entanto, o republicano afirmou não saber se os iranianos “são dignos de um acordo”.
  • O aumento das hostilidades também elevou a tensão em torno do Estreito de Ormuz.
  • O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a passagem marítima “só será reaberta com acordos iranianos” e advertiu que novos ataques americanos serão respondidos pelo país.

Novos ataques dos EUA em meio a funeral

A troca de ataques ocorre no mesmo momento em que milhares de iranianos se reúnem para o funeral do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morto pelos Estados Unidos em fevereiro. Após seis dias de velório, Khamenei deve ser enterrado nesta quinta-feira (9/7) em Mashhad, sua cidade natal.

O enterro foi atrasado em oito horas. Na madrugada desta quinta, o corpo dele deixou o Aeroporto de Najaf, no Iraque, em direção a Mashhad. O cortejo fúnebre no Iraque reuniu aproximadamente 3,8 milhões de pessoas, segundo a imprensa do país, e foi a última etapa antes de seguir para o local do sepultamento.

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Multidão caminha junto ao caixão de Ali Khamenei
"Somos todos vingadores do pai, atentos às ordens do filho", diz faixa levada em funeral no Irã
Iranianos caminhando na Praça Azadi (Praça da Liberdade) em Teerã
Multidão lota ruas de Teerã em 3° dia de funeral de Khamenei
Funeral do líder islâmico Ali Khamenei, morto em fevereiro durante ataques dos EUA e Israel
Funeral de Khamenei chega ao 3° dia com multidões; filho segue sumido
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Funeral de Khamenei chega ao 3° dia com multidões; filho segue sumido

Reprodução/Agência Fars
Multidão caminha junto ao caixão de Ali Khamenei
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"Somos todos vingadores do pai, atentos às ordens do filho", diz faixa levada em funeral no Irã
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"Somos todos vingadores do pai, atentos às ordens do filho", diz faixa levada em funeral no Irã

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Iranianos caminhando na Praça Azadi (Praça da Liberdade) em Teerã
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Iranianos caminhando na Praça Azadi (Praça da Liberdade) em Teerã

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Funeral do líder islâmico Ali Khamenei, morto em fevereiro durante ataques dos EUA e Israel
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Funeral do líder islâmico Ali Khamenei, morto em fevereiro durante ataques dos EUA e Israel

Agência Tasnim

O governo estima que  15 milhões de pessoas vão participar do enterro do líder. Ainda há a expectativa se o filho do aiatolá, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, vai comparecer à despedida. Ele não é visto em público desde o início da ofensiva dos Estados Unidos.

Ali Khamenei foi morto pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro, primeiro dia de guerra, ao lado de uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.