Irã critica Otan e chama organização de "cúmplice" dos EUA
Mais cedo, o secretário-geral da Otan disse que os mais recentes ataques norte-americanos contra o Irã foram “absolutamente necessários”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, fez críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na madrugada desta quinta-feira (9/7). Ele disse que a organização foi “cúmplice” da guerra dos Estados Unidos contra o país. Ele direcionou suas críticas ao secretário-geral da organização, Mark Rutte.
“As repetidas admissões de Mark Rutte sobre a cumplicidade deliberada da Europa na guerra de agressão dos EUA-Israel contra o Irã apenas confirmam, mais uma vez, que eles não foram imparciais nessa brutal agressão ilegal. Aqueles que forneceram seus territórios, bases militares e infraestrutura para possibilitar a agressão não podem escapar da responsabilidade por sua contribuição a uma agressão não provocada e suas graves consequências”, afirmou.
Mais cedo, Mark Rutte disse que os mais recentes ataques norte-americanos contra o Irã foram “absolutamente necessários”. Rutte esteve reunido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a cúpula da Otan em Antara, na Turquia.
Acordo foi desfeito
Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Irã entrou em contato com Washington para tentar negociar um novo acordo. Mais cedo, Trump disse que o memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho está “acabado”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs EUA voltaram a atacar o Irã na terça-feira (7/7). Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques foram uma resposta direta às supostas investidas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O memorando de entendimento previa a liberação do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, que estava fechado pelo Irã desde o início da guerra, em fevereiro.


