EUA anuncia novas sanções contra Cuba por promoção do "marxismo"
Ao todo, três indivíduos, oito empresas e um ministério de Cuba foram alvos das novas sanções dos EUA

Uma nova rodada de sanções norte-americanas contra Cuba foi anunciada nesta quinta-feira (20/8) pelo chefe da diplomacia de Donald Trump, Marco Rubio. Assim como em outras ocasiões, o secretário de Estado dos Estados Unidos acusou autoridades da ilha de patrocinarem uma “vasta rede subversiva” para “exportar marxismo”.
Ao todo, três funcionários do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) foram alvos das medidas — que possuem efeitos econômicos, como a impossibilidade de realizar transações com os EUA ou empresas sob o domínio norte-americano.
Eles são acusados de utilizar as comemorações dos 100 anos de Fidel Castro, realizadas na última semana, para levar brigadas de “simpatizantes internacionais a Havana para estabelecer contato com autoridades do regime”.
Não há relatos de que cidadãos norte-americanos tenham feito contato com o ICAP, nem participado das homenagens em Havana. Ainda assim, Rubio afirmou que a administração Trump não ficará de “braços cruzados enquanto uma potência estrangeira hostil busca explorar” enquanto Cuba está “enganando e corrompendo cidadãos americanos com mentiras, espionagem e outras irregularidades, como parte da razão de ser do regime de exportar marxismo, ressentimento racial e violência comunista para o mundo todo”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém dos três indivíduos, oito empresas e o Ministério da Construção de Cuba foram incluídos na lista de sancionados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA.
As novas sanções se somam a outras ações do governo Trump contra a ilha, que incluem, até mesmo, ameaças militares. A pressão tem como objetivo declarado uma possível mudança de regime em Cuba.



