Estados Unidos anunciam sanções a autoridades e militares de Cuba
Estados Unidos aumentam pressão sobre Cuba. Políticos, militares e membros do serviço de inteligência estão entre os nomes sancionados
atualizado
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Aumentando ainda mais a pressão contra Cuba, o governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra políticos, militares e membros do serviço de inteligência cubano. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (18/5) pelo Escritório do Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Departamento do Tesouro norte-americano.
Ao todo, nove pessoas foram incluídas na lista de sanções do Ofac. São elas: Mayra Arevich Marin, ministra das Comunicações; Vicente de La o Levy, ministro de Energia e Minas; Rosabel Gamón Verde, ministra da Justiça; José Miguel Gomez del Vallin, chefe de contraespionagem militar; Juan Esteban Lazo Hernandez, presidente da Assembleia Nacional de Cuba; Roberto Tomas Morales Ojeda, membro influente do Partido Comunista; Joaquín Quintas Sola, vice-ministro das Forças Armadas; e Eugenio Rabilero Aguilera, alto oficial militar do país.
A Direção de Inteligência de Cuba também foi citada nas nova retaliações dos EUA contra a ilha.
No início do mês, Washington já havia anunciado sanções contra Cuba. Elas afetaram a empresa estatal Gaesa, administrada pelas Forças Armadas.
As retaliações econômicas se somam à pressão e as ameaças do presidente Donald Trump ao país caribenho — que sofre com um embargo comercial norte-americano há mais de 60 anos.
Depois da captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, o líder dos EUA voltou os olhos para Cuba. Uma das primeiras medidas foi restringir o fornecimento de petróleo da Venezuela para o país. Em seguida, Trump autorizou tarifas contra países que fornecessem o combustível para a ilha.
A Rússia chegou a enviar um navio petroleiro para Cuba, com aproximadamente 730 mil barris. As reservas, porém, já se esgotaram, causando uma crise energética sem precedentes na ilha.
Trump ainda tem feito diversas ameaças militares contra o país vizinho. Ele já falou, por exemplo, na possibilidade de tomar o controle de Cuba.
Segundo o presidente dos EUA, uma ação militar norte-americana contra a ilha pode acontecer após o fim da guerra no Oriente Médio, contra o Irã. De acordo com autoridades, o objetivo seria tentar mudar a governança cubana.
