Chefe da CIA se reúne com autoridades de Cuba após ameaças de Trump

De acordo com o governo de Cuba, reunião foi um pedido dos Estados Unidos e ocorreu na capital do país, Havana

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o chefe da CIA dos EUA - Metrópoles - Foto: Alex Wong/Getty Images

O chefe da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, se reuniu com autoridades de Cuba em meio às ameaças do presidente Donald Trump contra a ilha. Segundo o Ministério do Interior cubano, o encontro ocorreu nesta quinta-feira (14/5).

Em nota, o governo cubano afirmou que a reunião foi um “pedido do governo dos EUA”. As discussões ocorreram em Havana e focaram nas “relações bilaterais”, em segurança e terrorismo, segundo o ministro do Interior de Cuba, Lázaro Álvares Casas.

Na reunião, o governo cubano afirmou que o país “não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA”. Por isso, autoridades locais não enxergam “razões legítimas” para Cuba estar na lista norte-americana de nações que patrocinam terrorismo.

Além disso, Havana afirmou que os presentes no encontro demonstraram “interesse de ambas as partes em desenvolver a cooperação bilateral entre os órgãos de segurança pública e de fiscalização, em prol da segurança de ambas as nações, da segurança regional e internacional”.

Tensão entre Cuba e EUA

O governo norte-americano ainda não se pronunciou sobre o encontro. A reunião, porém, surge em meio ao aumento das tensões entre EUA e Cuba, país alvo de embargo comercial imposto por Washington há mais de 60 anos.

Nos últimos meses, Donald Trump aumentou, ainda mais, o cerco contra a ilha. Logo após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o líder norte-americano anunciou um bloqueio energético contra Cuba.

Além de impedir o fornecimento do combustível venezuelano ao país, o presidente dos EUA autorizou tarifas contra nações que fornecessem petróleo para Havana. 

Ainda que um petroleiro da Rússia tenha chegado a Cuba em março deste ano, com aproximadamente 730 mil barris de combustível, as reservas do país se esgotaram. Por isso, a ilha é alvo de constantes apagões, que também causaram protestos da população local.

Ameaças militares

Trump tem feito, ainda, diversas ameaças militares contra o país vizinho. O republicano já falou em agir contra Cuba após o fim da guerra com o Irã. O objetivo, conforme sinalizado pelo líder norte-americano, seria uma mudança de governo na ilha.

Trump, contudo, negou que tenha intenções de invadir Cuba durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrido em Washington na semana passada.

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