Envio de ureia ao Brasil não foi afetado pela guerra, diz embaixador

Embaixador iraniano no Brasil declarou ainda que importadores brasileiros devem priorizar negócios direto com o Irã

atualizado

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1 de 1 embaixador-do-ira-agradece-brasil - Foto: Júnio Silva/Metrópoles

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Ghadiri, afirmou que fornecimento de ureia ao Brasil não será afetado pelos conflito no Oriente Médio. Ghadiri ressaltou, contudo, que é importante que os importadores brasileiros priorizem negócios com fornecedores iranianos.

Em coletiva de imprensa em Brasília nesta terça-feira (31/3), o representante iraniano declarou que tem acompanhado a situação de perto e declarou que “nações amigas” não enfrentarão problemas com o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

“Recentemente, conversei com o maior fornecedor de ureia para o Brasil e existe possibilidade e capacidade significativa de exportar ureia para o Brasil. Os fornecedores e exportadores mencionaram que, até o momento, algumas cargas já foram enviadas ao Brasil. Até o momento, os produtos que foram adquiridos por liners iranianos não tiveram nenhum problema para serem exportados ao Brasil“, declarou.

Desde que Israel e Estados Unidos aumentaram as hostilidades contra o Irã no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária Iraniana endureceu o controle sobre o Estreito de Ormuz. Centenas de navios cargueiros trafegam pela passagem diariamente.

Nos últimos dias, contudo, o Irã endureceu o controle e proibiu a passagem de navios com origem a países como Estados Unidos, Israel e outras nações que o país classifica como “inimigas”. Tal imposição gerou uma instabilidade no comércio internacional.

A decisão causou um aumento no valor do petróleo e gerou receio de um possível desabastecimento da commoditie. O mesmo aconteceu com a ureia, um fertilizante nitrogenado muito utilizado na agricultura, inclusive no Brasil.

Valor da ureia no Brasil

Nos últimos dias o valor da ureia disparou no comércio internacional e preocupou agricultores brasileiros — cerca de 41% da produção de ureia no mundo vem do Oriente Médio. A escassez na entrega do produto pressiona o valor do fertilizante e, consequentemente, do bens de consumo e, a partir disso, passa a pesar no bolso do consumidor.

O embaixador iraniano, contudo, afirmou que o Brasil não deve se preocupar, desde que priorize pela compra de exportadores iranianos que usem navios iranianos — já que estes não estão impedidos de trafegar pelo Estreito de Ormuz.

“Quero dizer aos importadores brasileiros para continuar suas importações com liners iranianos e para manter suas transações bancárias e financeiras diretamente com o Irã […] Estamos aqui para facilitar nossas relações econômicas”, declarou Abdollah Ghadiri.

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