Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Eduardo Bolsonaro encontra militar de Israel alvo da Justiça no Brasil

Soldado de Israel foi alvo da Justiça do Brasil em janeiro deste ano, acusado de crimes de guerra supostamente cometidos na Faixa de Gaza

04/12/2025 16:23, atualizado 05/12/2025 07:00
Compartilhar notícia
Reprodução/Instagram
Imagem colorida mostra Eduardo Bolsonaro e soldado israelense - Metrópoles

Em visita a Israel, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se reuniu com Yuval Vagdani, soldado do país que foi alvo da Justiça brasileira em janeiro deste ano. Imagens do encontro foram compartilhadas pelo parlamentar nesta quinta-feira (4/12).

De acordo com uma publicação do militar das Forças de Defesa de Israel (FDI), os dois conversaram, trocaram presentes e discutiram sobre o povo israelense.

Veja: 

Eduardo Bolsonaro encontra militar de Israel alvo da Justiça no Brasil - destaque galeria
3 imagens
Soldado de Israel estava em férias no Brasil
Eduardo Bolsonaro encontra militar de Israel alvo da Justiça no Brasil - imagem 3
Eduardo Bolsonaro encontra militar de Israel alvo da Justiça no Brasil - imagem 1
1 de 3

Reprodução/Instagram
Soldado de Israel estava em férias no Brasil
2 de 3

Soldado de Israel estava em férias no Brasil

Reprodução/Redes Sociais
Eduardo Bolsonaro encontra militar de Israel alvo da Justiça no Brasil - imagem 3
3 de 3

Dave G. Houser/Getty Images

O nome de Yuval ganhou as manchetes em janeiro deste ano, após a Justiça Federal determinar que a Polícia Federal (PF) o investigasse por suspeitas de crimes de guerra praticados durante a ofensiva na Faixa de Gaza. 

A queixa foi apresentada ao judiciário brasileiro pela Fundação Hind Rajab (HRF), que atua denunciando crimes contra a humanidade, crimes de guerra e violações de direitos humanos praticados na Palestina.

Conforme mostrou o Metrópoles, o militar das FDI foi acusado de participar da demolição de um quarteirão residencial em Gaza — que servia como abrigo para palestinos deslocados no enclave por conta do conflito — com explosivos, fora de combate, em novembro de 2024. O caso configuraria crime de guerra.

O pedido para que Yuval fosse investigado em solo brasileiro se baseia no Estatuto de Roma, do qual o Brasil é signatário, e que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI). Por isso, o país é obrigado a garantir que crimes previstos no regimento da Corte sejam investigados.

Com a ajuda da embaixada israelense no Brasil e do Mossad, o serviço secreto de Israel, o soldado deixou o Brasil antes que qualquer providência fosse tomada pela PF. Da Bahia, onde passava férias, Yuval viajou para a Argentina, onde foi recebido pela representação diplomática de seu país e encaminhado para Israel.