Greve e protestos com 14 mil pessoas paralisam Hong Kong

Cerca de 14 mil pessoas de participaram dos protestos. Aeroporto teve 200 voos cancelados

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atualizado 05/08/2019 8:33

Motoristas, funcionários públicos, comissários de bordo e pilotos, entre outros, decidiram fazer greve, garantindo que telefonariam para dizer que estavam doentes. Assim começou nesta segunda-feira (05/08/2019) a nona semana consecutiva de protestos em Hong Kong.

Mais de 14 mil pessoas de 20 setores laborais aderiram aos protestos. Vários ativistas invadiram as principais estações de metrô, impedindo a partida das composições.

Os distúrbios também se verificaram no aeroporto internacional de Hong Kong, um dos mais movimentados do mundo, com mais de 200 voos foram cancelados. A maioria é de operadoras locais como a Hong Kong Airlines e a Cathay Pacific.

Entre os manifestantes, encontram-se também funcionários públicos. Por outro lado, várias lojas e serviços também fecharam nesta segunda por conta dos efeitos da paralisação.

A chefe do governo autônomo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que os protestos estão empurrando a cidade para uma situação muito perigosa.

Carrie Lam acusa os manifestantes de provocarem a desordem pública num dia de greve geral que paralisou por completo os serviços de transporte.

A polícia de Hong Kong voltou a lançar gás lacrimogêneo sobre a população. Desde que os protestos começaram, há dois meses, já foram detidas mais de 400 manifestantes, que exigem a independência em relação à China.

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