Carnaval no SCS: balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo

No último dia de folia, blocos no SCS tinham reunido, até as 18h, cerca de 10 mil pessoas. Festa também teve briga e intervenção da PM

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 06/03/2019 6:37

Os brasilienses, que ficaram sem os desfiles do Raparigueiros e Baratona nesta terça-feira (5/3) de Carnaval, se concentraram no Setor Comercial Sul (SCS) no fim da tarde. Por volta das 18h, a Polícia Militar do Distrito Federal estimava que 10 mil pessoas curtiam a festa no local, onde foram registrados vários tumultos. As forças de segurança precisaram usar bombas de efeito moral e até mesmo balas de borracha.

Blocos pequenos desfilaram no SCS, apelidado de “Setor Carnavalesco Sul”. Entre eles, o Pega Ninguém e o LGBT Divino Maravilhoso. Com o número alto de pessoas, a reportagem do Metrópoles viu confusões no local no começo da noite desta terça (5).

Com brigas generalizadas a cada cinco minutos, muitos foliões decidiram ir embora do bloco Pega Ninguém no início da noite. Até mesmo ambulantes encerraram o expediente antes do horário previsto. “Estou vendendo bebidas desde sábado nos bloquinhos e, até então, não tinha visto tanta briga”, disse o vendedor Ricardo Lira.

Foram várias as intervenções da Polícia Militar com spray de pimenta e cassetetes. Um homem que tentava derrubar o cercado do Posto Comunitário da PM levou golpes dos militares, mas conseguiu fugir correndo.

Com a situação das brigas fora de controle, a música foi desligada e as luzes do palco, apagadas. A dispersão será feita mais cedo, uma vez que vândalos explodiam bombas caseiras e a PM dava golpes de cassetete em quem estivesse perto das brigas.

A festa deveria durar até as 23h, mas foi cancelada por conta da violência. Um segurança particular, contratado para o evento, confidenciou à reportagem que há vários “pontos cegos”, por onde criminosos conseguem entrar com facas, bombas e rojões.

Veja vídeo da PM dispersando briga no local:

Durante a tarde, diversas pessoas subiram para o espaço montado no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha à procura do Raparigueiros e da Baratona.

No entanto, com a ausência dos blocos – que, segundo previsão da Secretaria de Segurança Pública, atrairiam 150 mil pessoas à festa –, os foliões começaram a descer em busca de diversão. O Pacotão recebeu alguns dos foliões e boa parte deles começou a migrar para o Setor Comercial Sul.

 

Sem bloco no estádio
Raparigueiros e Baratona não desfilarão nesta terça-feira (5/3) de Carnaval. Assim como ocorreu com o Pacotão, as agremiações optaram por desfilar apenas em uma data em 2019. A informação foi confirmada pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal (Secult) e pela Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília.

Cada um bloco recebeu R$ 140 mil de verba oficial para desfilar este ano. Os responsáveis pelas agremiações, as quais integram a Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília, alegaram que os recursos disponibilizados pela Secult não foram suficientes para custear o segundo dia de desfiles.

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