“Devastado”, diz cirurgião após remover órgão errado e matar paciente

Médico foi indiciado por culposo pela morte do pacidente, em 2024, na Flórida, nos Estados Unidos

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Thomas Shaknovsky e Bill Bryan.
1 de 1 Thomas Shaknovsky e Bill Bryan. - Foto: waltonso/ reprodução

O médico cirurgião da Flórida, nos Estados Unidos, Thomas Shaknovsky se disse “para sempre traumatizado e devastado” pelo erro que levou à morte do paciente William Bryan, de 70 anos, em 2024. Durante uma operação, Shaknovsky removeu o fígado do paciente em vez do baço.

“Foi um evento extremamente infeliz que lamento profundamente, e estou para sempre traumatizado e devastado por isso”, disse ele, em depoimento feito em novembro e divulgado à NBC News nesta semana. “É uma coisa devastadora, com a qual terei que conviver pelo resto da minha vida”, completou.

Shaknovsky, que foi indiciado por homicídio culposo no mês passado, nunca falou publicamente sobre o caso. Em seu primeiro depoimento, ele disse ser inocente e que erros de local durante uma cirurgia podem acontecer “em circunstâncias difíceis”. Segundo ele, a operação em Bryan teve complicações, como sangue no abdômen e cólon dilatado.

Ele relata que Bryan teria começado a sangrar muito durante o procedimento e chegou a ter uma parada cardíaca. O médico afirma que teria removido o órgão errado enquanto tentava encontrar a origem do sangramento.

“Não consigo explicar como é para um cirurgião perder um paciente na mesa de cirurgia, o quão desmoralizante e devastador isso é. E eu não conseguia distinguir os órgãos porque estava muito perturbado”, disse Shaknovsky.

De acordo com a investigação, Bryan teria tido uma grande perda de sangue com a remoção do fígado, o que provocou sua morte na mesa de cirurgia.

Após ser indiciado, Shaknovsky foi preso. Um júri da Flórida considerou haver indícios suficientes para acusar o médico de conduta criminosa pelas ações tomadas na sala de cirurgia.

“Nosso dever é seguir os fatos aonde quer que eles nos levem, sem medo ou favorecimento”, disse o xerife do Condado de Walton, Michael Adkinson. “O Grande Júri se pronunciou e nossa responsabilidade é garantir que as acusações sejam levadas adiante por meio do devido processo legal. Nossos pensamentos estão com a família da vítima e com sua perda irreparável.”

O médico já tinha perdido o registro profissional no ano passado.

 

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