Deputados batem boca durante análise da reforma trabalhista de Milei. Veja vídeo

Discussão acalorada ocorreu entre um deputado da oposição ao governo e uma parlamentar do partido de Milei

atualizado

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Durante a sessão da Câmara dos Deputados da Argentina que debateu a reforma trabalhista e aprovou o envio do projeto ao plenário, os deputados Nicolás del Caño, da oposição ao governo, e Lilia Lemoine, do partido La Libertad Avanza, do presidente Javier Milei, protagonizaram um bate-boca e trocaram provocações nessa quarta-feira (18/2).

“Se a lei é tão boa, por que vocês têm medo de debaté-la? […] Os direitos da classe trabalhadora, conquistas históricas, estão sendo pisoteados em um processo acelerado que deve ser contestado em todos os aspectos. Não apenas em seu conteúdo, mas também nesta maneira completamente apressada de conduzi-lo, de modo que o público permaneça alheio”, criticou Del Caño, do Partido de los Trabajadores Socialistas (PTS).

O deputado prosseguiu: “É por isso que fizeram aquilo no Senado às escondidas. Nem sequer leram que iam cortar 50% do salário de uma pessoa com câncer. Temos que debater e discutir essas brutalidades. Por que têm medo de debater?”, questionou o deputado de oposição.

A deputada Lilia Lemoine riu da fala de Nicolás, o que o irritou. Foi quando ele subiu o tom e passou a atacar a deputada: “Você vai pra Miami com seus filhos mas o trabalhador não pode ter férias, porque não vão mais pagar hora extra. Vocês, que ganham milhões de pesos, querem tirar isso delas“.

Lemoine respondeu a acusação, gritando “é mentira“, e provocou, juntamente com outros parlamentares governistas, o deputado de oposição: “Vai pra Cuba, vai pra Cuba“.

Reforma Trabalhista

A polêmica reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei trabalhista na Argentina foi aprovada no Senado. Agora, precisa passar pelo plenário da Câmara argentina.

O texto da reforma prevê aumentar a carga horária diária de trabalho, de oito para 12 horas. Além disso, altera regras de contratação, demissão, organização sindical e benefícios trabalhistas. Entre os principais pontos aprovados está a alteração no cálculo das indenizações por demissão sem justa causa.

A proposta ainda trata da exclusão de itens como 13º salário, férias e bônus da base de cálculo, o que pode reduzir o valor final pago ao trabalhador.

A medida causou protestos nacionais no país, com o setor de transportes aderindo a uma paralisação quase geral nesta quinta-feira (19/2)- apenas algumas linhas de ônibus continuam funcionando.

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