PCC e CV: após resposta de Vieira, deputado critica: "Peça decorativa"
Evair de Melo diz que resposta do Itamaraty não apresentou estudos técnicos para dizer que EUA poderiam fazer ação militar no Brasil

O deputado Evair de Melo (Republicanos-ES) criticou, nesta terça-feira (7/7), a resposta do Itamaraty ao seu pedido de informações sobre a classificação do Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O deputado bolsonarista disse que o ministro Mauro Vieira é “uma peça meramente decorativa” na diplomacia e pediu sua convocação.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) disse no documento enviado à Câmara dos Deputados que a designação do governo de Donald Trump “não traz benefícios concretos” ao combate a organizações criminosas e que a classificação pode abrir caminho para ações militares dos EUA no Brasil.

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Ver todasPara Evair, o Itamaraty não apresentou estudos técnicos ou documentos oficiais para sustentar as possíveis consequências da designação e disse que as respostas aos questionamentos foram genéricas. O deputado, que também é pré-candidato ao Senado, disse que “quem toca a pauta internacional é o ex-chanceler Celso Amorim”.
“A gente sabe que, infelizmente, o ministro Mauro Vieira muitas vezes é uma peça meramente decorativa do Itamaraty. Até aqui tem sido o seu comportamento diante das diversas ocasiões onde ele foi colocado. Quem toca a pauta internacional da República é nosso ex-chanceler Celso Amorim. Esse mesmo que fez carta de entendimento com o Hezbollah. Ele é o condutor da política pública”, disse.
Ao lado de outros nomes da oposição, Evair de Melo disse que iria apresentar dois novos pedidos de convocação para o ministro Mauro Vieira. Os requerimentos deverão ser protocolados nas comissões de Segurança Pública e das Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn), dois redutos bolsonaristas. A expectativa do parlamentar é que ambos já sejam colocados em votação na quarta-feira (7/7).
“O ministro Mauro Vieira simplesmente faz o sensacionalismo da defesa do Estado Democrático de direito e da soberania, [espalha] o medo e da preocupação da ocupação do nosso território pelas forças militares americanas. Quando ele deveria, na verdade compreender a gravidade dessa situação e entender que o nosso território é sim uma rota para o narcotráfico”, declarou.

