Argentina: greve contra reforma trabalhista de Milei paralisa o país
Todos os sindicatos de transporte, setor público e empregados do comércio aderiram à greve, que durará 24 horas
atualizado
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A greve nacional imposta na Argentina contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei0 paralisou o país. Cerca de 13 sindicatos de trabalhadores aderiram ao movimento, convocado pela Confederação Geral do Trabalho.
A forte adesão do setor de transportes impactou o país inteiro. Segundo o jornal argentino Clarín, desde 0h (horário local) não há trens, metrôs ou aviões em operação. Apenas algumas linhas de ônibus seguem funcionando.
A paralisação afetou, inclusive, diversos voos entre Argentina e Brasil.
O projeto de Milei pretende, entre outras medidas, aumentar a carga horária de trabalho para 12 horas diárias. A matéria foi aprovada no Senado e será debatida nesta quinta na Câmara dos Deputados, às 14h.
Além das paralisações de serviços, também estão marcados protestos de sindicatos de esquerda e de setores kichneristas, de oposição a Milei.
🔥 Mientras los trabajadores de Fate se reúnen en asamblea para definir los pasos a seguir, comienzan las concentraciones en rechazo a la reforma laboral. A las 14 hs inicia la sesión en Diputados. Se empieza a sentir la respuesta en las calles en este #parogeneral pic.twitter.com/mJ0P5qL0wl
— PTS | Frente de Izquierda Unidad (@PTSarg) February 19, 2026
Além da reforma proposta, outro ponto incentivou trabalhadores e setores de esquerda a protestar: o fechamento da fábrica Fate, a maior fabricante de pneus da Argentina. A empresa anunciou o fim das atividades, o que resultará na demissão de 900 trabalhadores, e atribuiu a decisão a um aumento de importações do mercado argentino. Em imagens de protestos pelas ruas, é possível ver vários cartazes em referência à fábrica e aos trabalhadores demitidos da Fate.








