Deportados colombianos chegam a Bogotá após tensão entre Trump e Petro

Governo da Colômbia se recusou a receber aviões militares dos EUA com colombianos deportados. Após acordo, deportados chegaram ao país

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Imagem colorida, colombianos deportados desembarcando de avião - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, colombianos deportados desembarcando de avião - Metrópoles - Foto: Reprodução/X

O primeiro grupo de colombianos deportados dos Estados Unidos (EUA) na era Trump chegou a Bogotá, na Colômbia, nesta terça-feira (28/1), em um avião da Força Aérea da Colômbia, de acordo com a imprensa local.

O que aconteceu?

  • Dois aviões da Força Aérea da Colômbia decolaram rumo às cidades americanas de San Diego, na Califórnia, e Houston, no Texas, para transportar colombianos deportados dos EUA.
  • O avião que partiu de San Diego levou 110 colombianos. O outro voo, que partiu do Texas, transportou 91 imigrantes ilegais, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia;
  • Em uma publicação no X, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que imigrantes não eram criminosos e ressaltou a forma digna de como deportados foram devolvidos ao país de origem;
  • Durante tensão política, Trump e Petro trocaram ameaças, após o presidente colombiano se recusar a permitir que aviões americanos transportassem os deportados, com algemas nas mãos e correntes nos pés.
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Governo colombiano havia se negado a receber voos militares com colombianos deportados dos EUA.
Um avião, voando de San Diego, Califórnia, levou para casa 110 colombianos e o outro, que partiu de El Paso, Texas, levou 91.
Deportados chegaram na madrugada desta terça-feira (28/1).
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Deportados chegaram na madrugada desta terça-feira (28/1).

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Governo colombiano havia se negado a receber voos militares com colombianos deportados dos EUA.
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Governo colombiano havia se negado a receber voos militares com colombianos deportados dos EUA.

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Um avião, voando de San Diego, Califórnia, levou para casa 110 colombianos e o outro, que partiu de El Paso, Texas, levou 91.
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Um avião, voando de San Diego, Califórnia, levou para casa 110 colombianos e o outro, que partiu de El Paso, Texas, levou 91.

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Segundo o governo colombiano, os colombianos foram recebidos por agentes da Força Aérea, da Migração Colombiana, do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), da Prefeitura de Bogotá e da Cruz Vermelha.

Em uma publicação no X (antigo Twitter), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, compartilhou, nesta terça-feira, fotos de colombianos deportados dos EUA dentro do primeiro voo. Petro afirmou que “imigrante não é um criminoso”. Veja abaixo:

Son colombianos, son libres y dignos y están en su patria donde se les quiere.

Além disso, o presidente colombiano ressaltou a forma digna como os deportados foram devolvidos ao país de origem. Nas imagens compartilhadas, os colombianos aparecem sem algemas no interior dos aviões da Força Aérea Colombiana. O presidente pediu que Washington fornecesse um “tratamento decente” para os passageiros.

“Nossos compatriotas vêm dos EUA livres, dignos, sem algemas. Estruturamos um plano de crédito produtivo, associativo e barato para o migrante”, afirmou Petro.

Ameaças de tarifas e veto a vistos

Petro, que se opôs ao uso de aviões militares dos EUA para deportar colombianos, se recusou a permitir que os aviões pousassem caso fossem utilizados as aeronaves americanas. Ele alegou que os EUA não respeitaram os direitos dos deportados.

Trump refutou a ação com a promessa de impor tarifa de 25% sobre todos os produtos colombianos, podendo aumentar para 50% em uma semana. Além disso, também determinou o bloqueio de vistos às autoridades e cidadãos da Colômbia.

Em resposta, Petro comunicou que iria aplicar as mesmas tarifas a produtos norte-americanos na Colômbia. Porém, os dois lados chegaram a um acordo na noite deste último domingo (26/1). Na ocasião, a Casa Branca anunciou que não iria dar continuidade à aplicação das tarifas extras e demais sanções ditas por Trump.

 

 

 

 

 

 

 

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