Copa 2018: ativista gay é preso por manifestação contra Putin
Segundo reportagens, em 2017, dezenas de homossexuais foram detidos e torturados em prisões secretas em territórios russos

Um ativista britânico da causa LGBT foi detido nesta quinta-feira (14/6) na Praça Vermelha, em Moscou, por protestar contra os abusos sofridos pelos homossexuais na Rússia. O homem foi preso poucos minutos antes do início da partida inaugural da Copa do Mundo, entre a seleção anfitriã, Rússia, e a Arábia Saudita.
Peter Tatchell fez o protesto contra o presidente Vladimir Putin, em frente ao Kremlin, segurando um cartaz com os dizeres “Putin não agiu contra a tortura de pessoas gays na Chechênia”.
Tatchell foi abordado por policiais russos, que consideraram a manifestação ilegal – na Rússia é preciso permissão das autoridades para realizar protestos – e tiraram o rapaz do local. Depois de uma longa conversa, ele foi escoltado e levado em uma viatura.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO próprio britânico informou em seu perfil no Twitter que foi liberado sob pagamento de fiança às 11h05 (horário de Brasília). “Obrigado por todo o apoio. Vamos relembrar a situação horrível dos LGBT na Rússia e na Chechênia”, publicou o ativista.
Segundo a imprensa russa, em 2017, dezenas de gays foram detidos e torturados em prisões secretas em territórios russos. O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, nega abusos contra homossexuais e diz que não existem gays na região.



