Colômbia aprova proibição de mutilação genital feminina
Segundo a ONU, mais de 230 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo sofreram com a prática

O Senado da Colômbia aprovou, nesta quarta-feira (10/6), a proibição da mutilação genital feminina, prática feita em algumas comunidades indígenas. Como o texto já tinha sido aprovado na Câmara, ele agora segue para sanção do presidente Gustavo Petro.
O país é o único da América Latina que tem registros da prática. “Acabamos de aprovar no último debate o Projeto de Lei para prevenir e erradicar a mutilação genital feminina. Um passo histórico para a proteção dos direitos, a integridade, a saúde e a vida de nossas meninas e adolescentes”, disse a senadora Gloria Flórez.
A relatora do projeto, senadora Clara López Obregón, também celebrou a aprovação. “Conseguimos aprovar uma política pública de primeira linha que logra proibir efetivamente esta prática nociva para as meninas do nosso país”, afirmou.
A mutilação genital feminina é a remoção total ou parcial de órgãos genitais, como o clitóris. A prática pode provocar hemorragias e até a morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 230 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo foram submetidas à mutilação genital feminina.
No entanto, ela é condenada por diversos tratados e convenções internacionais.


