Deputada que “ordenou” suspensão de Petro é denunciada na Colômbia
Gloria Arizabaleta, presidente da Comissão de Investigação e Acusação, pediu a suspensão provisória do mandato de Gustavo Petro
atualizado
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A deputada colombiana Gloria Arizabaleta foi denunciada por prevaricação à Corte Suprema de Justiça da Colômbia (equivalente ao Supremo Tribunal Federal do Brasil) nesta quarta-feira (10/6), após emitir uma medida ordenando a suspensão do presidente Gustavo Petro até o dia 21 de junho, dia do 2° turno das eleições na Colômbia.
Arizabaleta, presidente da Comissão de Investigação e Acusação, alegou participação indevida de Petro na política eleitoral.
Autoridades e juristas colombianos, porém, afirmaram que a medida não deve ter efeitos práticos, pois precisaria passar pelo colegiado e pela Câmara colombiana, e não tem respaldo na Constituição do país.
A denúncia contra ela foi feita pelo ex-ministro da Habitação colombiano, Luis Felipe Henao Cardona, que apresentou o documento à Câmara Especial de Instrução da Corte. Ele alega que a parlamentar ultrapassou os limites de sua competência ao tomar uma medida que afete diretamente o mandato do presidente da República.
A denúncia pede a abertura de um inquérito criminal contra Arizabaleta pelo crime de prevaricação, e requer a coleta do documento completo da investigação contra Gustavo Petro. A Corte irá avaliar se abre investigação contra a deputada.
A votação do segundo turno das eleições colombianas está marcada para o dia 21 de junho. A disputa é entre o candidato de direita, Abelardo de la Espriella, e o candidato de esquerda, apoiado por Gustavo Petro, Iván Cepeda.