Cinegrafista morre em ataque a memorial do holocausto em Kiev

Yevhenii Sakun é o primeiro jornalista morto que teve o caso divulgado. Ataque ocorreu nessa terça-feira (1º/3)

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Momento em que torre de TV é bombardeada em Kiev, Ucrânia. É possível ver muita fumaça e um clarão - Metrópoles
1 de 1 Momento em que torre de TV é bombardeada em Kiev, Ucrânia. É possível ver muita fumaça e um clarão - Metrópoles - Foto: Reprodução

A jornalista freelancer Olga Tokariuk, da Agência Efe em Kiev, disse, nesta quarta-feira (2/3), que seu ex-colega e cinegrafista Yevhenii Sakun foi um dos cinco mortos no ataque russo à torre de televisão na capital da Ucrânia, na terça-feira (1°/3). Ele é o primeiro caso divulgado de jornalista morto na invasão.

No Twitter, Tokariuk contou que ficou arrasada ao conhecer uma dessas vítimas.

O míssil não atingiu diretamente a torre de televisão, mas um memorial do Holocausto nas proximidades. A área de Babi Yar foi palco, em 1941, de um massacre nazista. O episódio conhecido como Massacre de Babi Yar deixou cerca de 33,7 mil mortos durante a ocupação de Kiev na Segunda Guerra Mundial.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de querer apagar a história do povo ucraniano. “Eles não sabem nada sobre Kiev, sobre nossa história. Mas todos eles têm ordens para apagar nossa história, apagar nosso país, apagar todos nós”, afirmou.

Os serviços de emergência da Ucrânia dizem que cerca 2 mil civis morreram e centenas de estruturas, como instalações de transporte, hospitais, jardins de infância e casas, foram destruídas nos sete dias da invasão russa.

Guerra da Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia na última quinta-feira (24/2), em meio a uma possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.

Contudo, como justificativa, Putin ordenou a ocupação das regiões separatistas de Donbass, no leste ucraniano. Em pronunciamento, o líder russo fez ameaças e disse que quem tentar interferir no conflito sofrerá consequências nunca vistas na história.

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A população passou a usar estações de metrô para se proteger
Blindado militar russo se move ao longo da rua, em direção a Kherson, Ucrânia
Separatistas pró-Rússia ajudam nos ataques contra a Ucrânia
Militares russos na Crimeia
Cidadãos ucranianos fugiram da guerra por meio de trens
Separatistas pró-russos, em uniformes sem insígnias, reúnem-se no assentamento controlado pelos separatistas de Mykolaivka (Nikolaevka) e Bugas, na região de Donetsk (DPR) da Ucrânia, em 1º de março de 2022
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Separatistas pró-russos, em uniformes sem insígnias, reúnem-se no assentamento controlado pelos separatistas de Mykolaivka (Nikolaevka) e Bugas, na região de Donetsk (DPR) da Ucrânia, em 1º de março de 2022

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A população passou a usar estações de metrô para se proteger
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A população passou a usar estações de metrô para se proteger

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Blindado militar russo se move ao longo da rua, em direção a Kherson, Ucrânia
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Blindado militar russo se move ao longo da rua, em direção a Kherson, Ucrânia

Separatistas pró-Rússia ajudam nos ataques contra a Ucrânia
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Separatistas pró-Rússia ajudam nos ataques contra a Ucrânia

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Cidadãos ucranianos fugiram da guerra por meio de trens
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Após prédios destruídos em Kharkiv, russos dizem ter tomado Kherson
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O mundo acompanha, com atenção, os desdobramentos do conflito. O papa Francisco pede paz
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O mundo acompanha, com atenção, os desdobramentos do conflito. O papa Francisco pede paz

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Nesta quarta, o conflito chega ao sétimo dia. Russos sitiaram Kiev e tentam tomar o poder. Hospitais, orfanatos, prédios residenciais, além de escolas e creches, já foram alvos de bombardeios na Ucrânia. Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana e próxima à fronteira com a Rússia, também se tornou alvo.

Diversos países europeus anunciaram o envio de ajuda estrutural de armas e dinheiro para a Ucrânia, que resiste. Belarus, uma das maiores aliadas da Rússia, entrou no foco da comunidade internacional. O país teria feito ataques à Ucrânia e cedido a fronteira para a invasão russa.

A batalha chegou à cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.

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