Chile: mortos em protestos chegam a 23, informa governo

Última vítima foi mulher de 29 anos que estava no centro de Santiago. Serviço de atendimento reclama que polícia seguiu disparando

Marcelo Hernández/Getty ImagesMarcelo Hernández/Getty Images

atualizado 16/11/2019 19:17

Mesmo após o anúncio de um acordo entre governo e oposição para convocação de um plebiscito sobre a feitura de uma nova Constituição, o Chile segue convulsionado por fortes protestos nas ruas. Neste sábado (16/11/2019), o governo chileno confirmou que o número de mortos desde o início das manifestações chegou a 23.

De acordo com a Subsecretaria do Interior, uma mulher de 29 anos que estava na Praça Itália, em Santiago, epicentro dos protestos no país, é a 23ª vítima a perder a vida. Ela sofreu uma parada cardíaca e, mesmo atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Metropolitano (Samu) e transportada rapidamente a um hospital, não resistiu.

Depois da morte, o Samu lançou um comunicado, dizendo que a polícia continuou lançando jatos de água, disparando balas de borracha e atacando com gás lacrimogêneo, enquanto a manifestante era atendida no meio da rua.

Uma integrante da equipe de resgate, inclusive, ficou ferida, segundo o órgão.

“O ataque impediu que déssemos os cuidados necessários à paciente, nos obrigando a atrasar a reanimação e forçando a evacuação, devido à insegurança no local. Como funcionários de saúde, não podemos tolerar a atuação da força policial” diz nota do Samu.

Nenhum integrante do governo ou representante da polícia respondeu ao posicionamento do órgão.

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