Chanceler alemão critica Parlamento por “atrasar” acordo UE-Mercosul

Friedrich Merz prevê benefícios para Alemanha no “aprofundamento das relações econômicas” com o Brasil e outros países do Mercosul

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Wagner Meier/Getty Images
Imagem colorida de Lula e Merz - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Lula e Merz - Metrópoles - Foto: Wagner Meier/Getty Images

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, condenou a atitude do Parlamento Europeu ao conduzir o acordo de livre comércio UE-Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia para um parecer jurídico. O chanceler se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira (21/1) e lamentou a hesitação na concretização do tratado: “Chega de atrasos“.

“A decisão do Parlamento Europeu sobre o acordo com Mercosul é lamentável. Ela avalia mal a situação geopolítica. Estamos convencidos da legalidade do acordo. Chega de atrasos. O acordo deve agora ser aplicado provisoriamente”, afirmou o chanceler, na rede social X.

O chanceler alemão sinaliza positivamente para o prosseguimento do acordo. No tratado, Merz prevê benefícios para Alemanha no “aprofundamento das relações econômicas” com o Brasil e outros países do Mercosul, que são potências mundiais do agronegócio.

Alemanha, Espanha e países nórdicos afirmam que o acordo ajudará as exportações atingidas pelas tarifas dos EUA e reduzirá a dependência da China, fornecendo acesso a minerais. O governo alemão ainda diz que a comercialização com o Mercosul impulsiona crescimento econômico, inovação e emprego no país com a redução de tarifas.

“Com a abolição das elevadas tarifas do Mercosul, os exportadores da UE poderiam economizar mais de quatro bilhões de euros por ano em tarifas. O comércio com o Mercosul já sustenta mais de 600 mil empregos na União Europeia, mantendo, ao mesmo tempo, as rigorosas regulamentações da UE em matéria de segurança alimentar e saúde humana, animal e vegetal”, dizia a nota do governo alemão em 17 de janeiro.

Como funciona o acordo?

  • O acordo UE-Mercosul cria uma zona de livre comércio entre os blocos, facilitando o acesso de produtos brasileiros a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores na União Europeia.
  • Prevê a eliminação gradual de impostos de importação sobre produtos agrícolas e industriais, o que pode baratear exportações brasileiras e aumentar a competitividade das empresas.
  • Setores do agronegócio, como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos, tendem a se beneficiar com menos barreiras para entrar no mercado europeu.
    Ao dar mais previsibilidade às regras comerciais, o acordo pode estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em infraestrutura, indústria e tecnologia.

Tribunal revisa acordo

O Parlamento Europeu acionou o Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) para contestar o acordo de livre comércio UE-Mercosul, nesta quarta-feira (21/1).

A solicitação de revisão do UE-Mercosul à Justiça ocorreu após eurodeputados realizarem uma votação em plenário, sendo constatados 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções no que diz respeito a uma avaliação jurídica do tratado.

Agora, a base jurídica do Acordo de Parceria UE-Mercosul (EMPA) e do Acordo Comercial Interino (iTA) será analisada pelo Tribunal de Justiça da UE.Após a análise, o Parlamento poderá votar a favor (ou contra) o acordo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?