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Blinken: "Morreram palestinos demais" na guerra entre Israel e Hamas

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, disse ser necessário fazer mais para garantir ajuda humanitária

10/11/2023 19:22, atualizado 10/11/2023 20:52
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Anadolu Agency/Getty Images
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, afirmou, nesta sexta-feira (10/11), que “morreram palestinos demais” no conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas. “Muitos sofreram nas últimas semanas”, disse a jornalistas, na Índia.

Antony Blinken ainda defendeu que é necessário “fazer muito mais” para proteger os civis palestinos e garantir que a ajuda humanitária chegue a eles.

“Apreciamos o fato de, ontem [quinta-feira (9/11], Israel ter anunciado pausas de quatro horas, com aviso prévio de três horas em áreas específicas, bem como dois corredores humanitários que permitirão às pessoas circularem com mais segurança e liberdade para sair do perigo e também para aceder à assistência”, destacou.

Na quinta-feira (9/11), o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, John Kirby, anunciou que o governo de Israel concordou em adotar pausas humanitárias nos ataques ao norte da Faixa de Gaza. A medida, no entanto, limita-se a quatro horas por dia.

De acordo com o representante do governo norte-americano, o objetivo é permitir a remoção de civis, a libertação de reféns e o recebimento de ajuda material. Essas pausas serão avisadas com ao menos três horas de antecedência.

“Fomos informados pelos israelenses de que não haverá operações militares nessas áreas durante a pausa, e esse processo está começando hoje [quinta-feira (9/11)]”, afirmou Kirby, segundo a agência Al-Jazeera.

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Migração de palestinos acontece por causa de bombardeios e ataques israelenses ao norte de Gaza
Palestinos em Gaza, que estão expostos ao intenso bombardeio israelense, migram para as partes sul e central
Hasan Rabee na fronteira de Gaza com o Egito
Bombardeios seguem ocorrendo na Faixa de Gaza
Rastro de destruição se espalha pela Faixa de Gaza
Além da migração, há o recebimento de material de ajuda humanitária em Gaza
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Além da migração, há o recebimento de material de ajuda humanitária em Gaza

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Migração de palestinos acontece por causa de bombardeios e ataques israelenses ao norte de Gaza
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Migração de palestinos acontece por causa de bombardeios e ataques israelenses ao norte de Gaza

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Palestinos em Gaza, que estão expostos ao intenso bombardeio israelense, migram para as partes sul e central
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Palestinos em Gaza, que estão expostos ao intenso bombardeio israelense, migram para as partes sul e central

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
Hasan Rabee na fronteira de Gaza com o Egito
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Hasan Rabee na fronteira de Gaza com o Egito

Instagram/Reprodução
Bombardeios seguem ocorrendo na Faixa de Gaza
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Bombardeios seguem ocorrendo na Faixa de Gaza

Abed Rahim Khatib/Anadolu via Getty Images
Rastro de destruição se espalha pela Faixa de Gaza
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Rastro de destruição se espalha pela Faixa de Gaza

Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images
Forças de Defesa de Israel promovem bombardeios em retaliação a ataques do Hamas
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Forças de Defesa de Israel promovem bombardeios em retaliação a ataques do Hamas

Christopher Furlong/Getty Images

Há dias, a implementação da dinâmica de interrupção do conflito era negociada pelo governo dos Estados Unidos com os israelenses. Na segunda-feira (6/11), o presidente dos EUA, Joe Biden, telefonou para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a fim de discutir a adoção de “pausas táticas” no conflito.

De acordo com comunicado da Casa Branca, a medida seria uma forma de garantir aos civis de Gaza a oportunidade de saírem das áreas de conflito, liberar o acesso à ajuda humanitária e possibilitar a libertação de reféns sob poder do Hamas.

Também nesta semana, o G7, grupo formado por sete potências industriais do mundo, posicionou-se favoravelmente à adoção de pausas humanitárias. Em comunicado emitido nessa quarta (8/11), a entidade condenou os ataques do Hamas em 7 de outubro e destacou o direito de Israel de se defender, mas reivindicou a proteção dos civis palestinos.

“Salientamos a necessidade de medidas urgentes para enfrentar a deterioração da crise humanitária em Gaza. Todas as partes devem permitir o apoio humanitário sem entraves aos civis, incluindo alimentos, água, cuidados médicos, combustível e abrigo, além de acesso aos trabalhadores humanitários”, diz o comunicado.