Biden elogia Trump por acordo em Gaza, mas quer créditos a sua gestão

O acordo de paz composto por 20 pontos, apresentado pelo atual líder norte-americano, entrou em vigor nessa segunda-feira (13/10)

atualizado

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Ex-presidente dos EUA, Joe Biden, metropoles
1 de 1 Ex-presidente dos EUA, Joe Biden, metropoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden se manifestou sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza e elogiou Donald Trump por mediar o acordo entre Israel e Hamas. Binden, porém, reclamou para sua gestão parte dos créditos para elaborar um plano de paz no Oriente Médio e levar ajuda humanitária a Gaza.

“O caminho para este acordo não foi fácil. Meu governo trabalhou incansavelmente para trazer os reféns de volta para casa, levar socorro aos civis palestinos e pôr fim à guerra. Elogio o presidente Trump e sua equipe por seu trabalho para levar um acordo de cessar-fogo renovado até a linha de chegada”, afirmou nesta terça-feira (14/10), na rede social X.

O acordo de paz composto por 20 pontos, apresentado pelo atual líder norte-americano, entrou em vigor nessa segunda-feira (13/10), com a troca de 20 reféns israelenses por 2 mil prisioneiros palestinos.

Durante a gestão de Biden, a posição sobre o conflito em Gaza se baseou na condenação ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, na preocupação com a crise humanitária na Faixa de Gaza (inclusive se mobilizando para facilitar a entrada de suprimentos para o enclave palestino). Biden pediu pausa na guerra e tentou chegar a um acordo de cessar-fogo, porém não foi atendido devido às exigências radicais tanto de Israel quanto do Hamas.

Biden e o ex-secretário de Estado Antony Blinken reivindicaram crédito pelo acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas de Trump. O ex-presidente mencionou que estava aliviado pela liberdade dos reféns israelenses e Blinken, ao fazer elogios, afirmou que Trump continuou o plano de paz estabelecido na era Biden.

“Também elogio o presidente Trump por reafirmar os princípios-chave que estabelecemos para Gaza no início da guerra — nenhuma plataforma para terrorismo, nenhuma anexação, nenhuma ocupação, nenhuma transferência forçada de população — e por deixar claro que o objetivo geral é criar as condições para um caminho confiável para um estado palestino”, declarou Blinken, no X.

Devolução dos corpos de reféns israelenses

Com a viabilidade do acordo de paz, as primeiras fases do cessar-fogo são executadas, partindo para outros pontos previstos na trégua em Gaza. Israel aguarda a entrega de todos os reféns mortos para dar continuidade ao plano, e o ministro de defesa israelense, Israel Katz, deixou claro que qualquer violação nos compromissos terá uma resposta.

Até o momento, a Cruz Vermelha realizou o transporte dos corpos dos prisioneiros Guy Iluz, Yossi Sharabi, Bipin Joshi e Daniel Perez. Ao todo, são 28 reféns israelenses mortos, mas apenas quatro corpos foram entregues ao Exército de Israel.

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