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BHP recorrerá da sentença e diz que solução é o acordo de indenização

Tribunal britânico decidiu nesta sexta que a gigante mineradora australiana BHP é “parcialmente responsável” pelo desastre em Mariana

atualizado

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Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
Cachorro filhote é visto em meio a destruição após o desastre ambiental causado pela Sanmarco em Mariana
1 de 1 Cachorro filhote é visto em meio a destruição após o desastre ambiental causado pela Sanmarco em Mariana - Foto: Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images

A mineradora australiana BHP, que afirma que a qualidade da água do rio voltou ao normal desde o incidente, reconheceu a “tragédia”, mas defendeu, durante o julgamento em Londres, que “priorizou a segurança e agiu com responsabilidade”.

Após 10 anos da tragédia ambiental em Mariana (MG), que afetou mais de 600 mil pessoas com o rompimento da barragem de Fundão, um tribunal britânico decidiu nesta sexta-feira (14/11) que a gigante mineradora australiana BHP é “parcialmente responsável” pelo desastre. A decisão pode abrir caminho para indenizações milionárias.

A  empresa também acredita que a solução passe por um acordo de indenização e compensação de R$ 170 bilhões (€ 28 bilhões) assinado no ano passado no Brasil.

Em nota, a BHP informa que pretende recorrer da decisão da Corte britânica e reforça o “compromisso da BHP Brasil com o processo de reparação no Brasil e com a implementação do Novo Acordo do Rio Doce”. Leia:

“A BHP Brasil, junto à Vale e Samarco, continua empenhada na implementação do acordo firmado em outubro de 2024, o qual assegurou um total de 170 bilhões de reais para os processos de reparação e compensação em curso no Brasil.

Desde 2015, aproximadamente 70 bilhões de reais foram pagos diretamente às pessoas da Bacia do Rio Doce e direcionados às entidades públicas no Brasil. Mais de 610 mil pessoas receberam indenização, incluindo aproximadamente 240 mil autores na ação do Reino Unido que outorgaram quitações integrais. A Corte inglesa confirmou a validade dos acordos celebrados, o que deverá reduzir significativamente o tamanho e valor da ação em curso.

A BHP continua confiante de que as medidas tomadas no Brasil são o caminho mais efetivo para uma reparação integral às pessoas atingidas e ao meio ambiente e seguirá com sua defesa no caso britânico”.

No entanto, a maioria dos 620 mil demandantes do julgamento de Londres (incluindo 31 municípios brasileiros, empresas e diversos grupos indígenas) alega não estar contemplada pelo acordo e espera obter uma indenização maior nos tribunais britânicos.

O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa os demandantes, estimou, há dois anos, que os valores em disputa no processo judicial britânico giravam em torno de 36 bilhões de libras esterlinas (R$ 251 bilhões), mas esse valor dependerá do número de demandas aceitas.

A Vale e a BHP foram absolvidas há um ano em um processo criminal por um tribunal brasileiro devido à falta de provas sobre sua responsabilidade no rompimento da barragem, uma decisão que as vítimas protestaram energicamente.

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