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Mundo

Atirador de Las Vegas modificou armas para convertê-las em automáticas

Paddock ficou disparando "entre nove e 11 minutos", de um quarto do hotel Mandalay Bay, contra milhares de pessoas

04/10/2017 06:43, atualizado 04/10/2017 08:28
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Tiroteio durante o festival de música country "Route 91 Harvest" em Las Vegas, deixou 50 mortos
Atirador de Las Vegas modificou armas para convertê-las em automáticas

O autor do tiroteio em Las Vegas, na madrugada de segunda-feira (2/10), em que morreram 59 pessoas e mais de 500 ficaram feridas, modificou 12 armas para convertê-las em automáticas. As armas foram disparadas entre nove e 11 minutos.

Na última entrevista coletiva do dia sobre o tiroteio, o vice-prefeito do condado de Las Vegas, Kevin McMahill, reconheceu que as autoridades têm ainda “mais perguntas” que respostas sobre os motivos que levaram Stephen Paddock, de 64 anos, a praticar o massacre.

Segundo McMahill, Paddock ficou disparando “entre 9 nove e 11 minutos”, de um quarto do hotel Mandalay Bay, contra milhares de pessoas que assistiam a um festival de música country e, em seguida, suicidou-se.

O atirador modificou até 12 rifles semiautomáticos, com dispositivos nas culatras, para abrir fogo de maneira completamente automática e disparar contra a multidão em um ritmo mais rápido, disse Jill Snyder, da Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos Estados Unidos (ATF, a sigla em inglês).

De acordo com Snyder, foram recuperadas 47 armas de fogo em três localizações diferentes, o hotel Mandalay Bay e duas residências de Paddock, que foram adquiridas em quatro estados pelo atirador.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que desconhece se o autor do tiroteio tinha algum tipo de vínculo com o grupo jihadista Estado Islâmico. “Eu não tenho ideia”, disse Trump aos jornalistas, a bordo do Air Force One, quando retornava de Porto Rico.

Embora o Estado Islâmico tenha assumido a autoria do tiroteio, o FBI descartou, por enquanto, qualquer vínculo de Paddock com grupos terroristas estrangeiros. Trump, que irá a Las Vegas para se reunir com as autoridades locais e parentes das vítimas, insistiu em retratar Paddock como alguém “doente e insano”.

O presidente evitou, após o massacre, falar sobre o controle das armas de fogo nos EUA, embora tenha admitido que “talvez” esse debate se abra “em algum momento”.

Transferência de dinheiro
A polícia também investiga qual a relação de Marilou Danley com Stephen Paddock. Ele transferiu US$ 100 mil na semana passada para uma conta nas Filipinas, país da mulher. As autoridades não sabem ainda para quem ele enviou o dinheiro.

Segundo noticiou a emissora NBC, a mulher de Paddock estava nas Filipinas quando ele abriu fogo contra as 22 mil pessoas que se divertiam em um festival de música country ao ar livre em Las Vegas. Marilou, de 62 anos, tinha viajado para Hong Kong no último dia 25 de setembro, três dias antes de Paddock ter entrado em um quarto do hotel Mandalay Bay, de onde atirou contra o público.

Fontes da investigação do massacre disseram à NBC que Marilou retornará aos EUA nesta quarta-feira (4/10). Segundo as mesmas fontes, o casal começou a sair na última primavera e vivia em Mesquite, que fica a cerca de 130 quilômetros de Las Vegas. Na casa deles, a polícia encontrou, depois do ataque, 19 armas de fogo. Já no quarto do hotel Paddock, tinha 23 armas, além de explosivos.

A Polícia de Las Vegas afirmou ontem (2) que não considera a hipótese de Marilou Danley estar envolvida no tiroteio.