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Ataque israelense mata 18 na Cisjordânia; líder do Hamas seria o alvo

Segundo os israelenses, o ataque tinha como alvo Zahi Yasser Abd al-Razeq Oufi, comandante do Hamas em Tulkarem

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Magen David Adom - Folheto/Anadolu via Imagens Getty
Ataque aéreo em tel Aviv, capital de Israel

Um ataque com mísseis realizado por Israel na madrugada desta sexta-feira (4/10) deixou pelo menos 18 mortos no campo de refugiados de Tulkarem, na Cisjordânia. A ação que teria como alvo um comandante do grupo terrorista Hamas, Zahi Yasser Abd al-Razeq Oufi.

O ataque foi o maior desde o ano 2000, segundo informou a Autoridade Nacional Palestina, e envolveu, além de militares, colonos judeus e grupos paramilitares. As informações são de O Globo.

Fontes palestinas afirmam que a ação foi realizada com um caça F-16 israelense, que destruiu uma área residencial no campo de refugiados. Um prédio de três andares, que tinha um café no térreo, ficou em ruínas.

Em comunicado, a Autoridade Nacional Palestina, que comanda a Cisjordânia, pediu “uma ação internacional urgente para parar a escalada de massacres”. Um porta-voz do governo palestino disse que ataques do tipo “não trarão a segurança e a estabilidade, mas sim arrastarão a região para ainda mais violência”.

Segundo os israelenses, o ataque tinha como alvo Zahi Yasser Abd al-Razeq Oufi, comandante do Hamas em Tulkarem, além de aliados próximos — o grupo, alegam os militares, planejava cometer um ato de terrorismo “em breve”.

Al-Razeq Oufi também é acusado de tentar detonar um carro bomba perto de um assentamento judaico, no mês passado. A operação foi coordenada pelos serviços de inteligência e pelo Exército. Apesar do Hamas não participar da administração da Cisjordânia, o grupo tem presença no território, e tem conseguido cada vez mais apoio junto à população local.