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Mundo

Asilo a condenado pelo 8/1 pode ajudar outros brasileiros na Argentina

Cerca de 300 brasileiros condenados pelos atos antidemocráticos do 8/1 estão na Argentina, em busca de refúgio político

12/03/2026 02:01, atualizado 12/03/2026 06:04
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Reprodução/Instagram
Joel Borges Correa, brasileiro condenado no Brasil pelo 8/1 que conseguiu refúgio na Argentina

O refúgio político concedido pela Argentina a Joel Borges Correa (foto em destaque) pode ajudar outros brasileiros no país vizinho condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, considerados foragidos da Justiça brasileira.

Na última terça-feira (10/3), a Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina concedeu o status de refugiado político a Joel, condenado no Brasil a 13 anos e 6 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com a medida, o brasileiro poderá viver livremente na Argentina, enquanto perdurar o status, sem risco de extradição ou deportação ao Brasil.

Segundo o advogado Luciano Cunha, que presta assistência jurídica a Joel e outros brasileiros em situações parecidas na Argentina, a decisão da Conare não gera precedente vinculante jurídico, porém tende a ajudar casos semelhantes, “principalmente quando os fundamentos fáticos e jurídicos apresentados forem equivalentes”.

“No sistema de refúgio internacional, as decisões do Conare são sempre individualizadas, ou seja, cada pedido é analisado de acordo com os fatos e provas apresentados em cada caso concreto. Contudo, decisões dessa natureza passam a integrar, naturalmente, o contexto interpretativo das autoridades migratórias e de refúgio, podendo contribuir para a formação de uma linha de entendimento institucional sobre essas situações, em especial os pedidos de refúgio referentes ao 8 de Janeiro ocorridos aqui no Brasil”, explica o advogado.
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Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília
Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022
Participantes dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 chegaram a invadir o interior da Câmara dos Deputados
Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022
Atos antidemocráticos dos 8 de janeiro de 2023
Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília
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Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília
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Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília

Matheus Veloso/Metrópoles
Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022
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Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022

Wey Alves/Metrópoles
Participantes dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 chegaram a invadir o interior da Câmara dos Deputados
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Participantes dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 chegaram a invadir o interior da Câmara dos Deputados

Hugo Barreto/Metrópoles
Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022
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Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022

Igo Estrela/Metrópoles
Atos antidemocráticos dos 8 de janeiro de 2023
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Atos antidemocráticos dos 8 de janeiro de 2023

Igo Estrela/Metrópoles
Estátua do STF pichada após atos de 8 de janeiro
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Estátua do STF pichada após atos de 8 de janeiro

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Joel Borges Correa, condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação nos atos do 8/1
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Joel Borges Correa, condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação nos atos do 8/1

Reprodução/Redes sociais
Joel Borges Correa, condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação nos atos do 8/1
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Joel Borges Correa, condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação nos atos do 8/1

Cunha analisa que o refugiado político no país vizinho passa a ser protegido pela Lei Argentina de Refúgio (Lei nº 26.165) e pelos tratados internacionais de proteção a refugiados, especialmente a Convenção de Genebra de 1951 e o princípio da não devolução (non-refoulement).

Brasileiros na mesma situação

Segundo o advogado Ezequiel Silveira, que representa a Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav), cerca de 300 brasileiros vivem hoje na Argentina em situação semelhante à de Joel.

Todos eles foram condenados pelo STF por participação nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e tentam obter refúgio político definitivo para viver na Argentina.


Caso de Joel