Eduardo Bolsonaro comemora asilo na Argentina a condenado pelo 8/1
Argentina concedeu pela primeira vez refúgio político a um brasileiro condenado pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro
atualizado
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) comemorou nessa terça-feira (10/3), nas redes sociais, o refúgio político concedido na Argentina ao brasileiro Joel Borges Correa, condenado no Brasil pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. O ex-deputado agradeceu à deputada federal argentina Maria Celeste Ponce e ao presidente Javier Milei.
“Vitória da liberdade, acabou de sair o primeiro asilo a um brasileiro perseguido pelo Alexandre de Moraes […]. Muito obrigado a deputada Maria Celeste Ponce. Poderia ser eu nesta situação, e você nos ajudou muito. Você, a ASFAV (Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro), certamente o presidente Javier Milei, porque sem o presidente isso não acontece, já que a Conare (Comissão Nacional para Refugiados) está subordinada ao Ministério do Interior, que é uma estrutura governamental”, disse Eduardo.
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Em seguida, o ex-deputado defendeu que os brasileiros condenados pelo 8 de Janeiro, que são considerados foragidos da Justiça brasileira na Argentina, são trabalhadores honestos e perseguidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não são imigrantes ilegais, são trabalhadores honestos, que tiveram que sair do Brasil, inacreditavelmente por uma perseguição claramente política”, complementou.
Refúgio político

Joel Borges Correa tornou-se nesta terça o primeiro brasileiro condenado pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro a receber refúgio político na Argentina. No Brasil, Joel foi condenado pelo STF a 13 anos e seis meses de prisão.
Ao todo, segundo advogado que representa a Associação de Familiares e Vítimas do 8 de janeiro (Asfav), cerca de 300 brasileiros estão na Argentina e buscam o refúgio político no país comandado por Javier Milei.
A Comissão Nacional para Refugiados (Conare), órgão subordinado ao Ministério da Segurança Nacional da Argentina, com participação do Ministério do Interior, foi a responsável pela decisão.
Agora, Joel poderá residir na Argentina, sem risco de deportação ou extradição, enquanto perdurar o status de refugiado político.
