Artemis II: como é o banheiro de R$ 156 milhões da nave que viaja à Lua. Vídeo

Astronautas ficam horas sem banheiro após falha em sistema inédito de coleta de necessidades fisiológicas na microgravidade

atualizado

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Os quatro astronautas a bordo da nave Orion são os primeiros, desde as missões Apollo, ocorridas entre 1961 e 1972, a ter acesso a um banheiro espacial. Avaliado em US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões), o local conta com tecnologia inédita para recolher as necessidades fisiológicas na microgravidade.

O sistema, que levou anos para ser desenvolvido, foi projetado como solução para queixas antigas de vazamentos de dejetos sólidos. Antes, as fezes eram coletadas em um saco que ficava colado com fita adesiva nas nádegas do astronauta.

Em um vídeo divulgado pela Nasa, o astronauta Jeremy Hansen apresenta o banheiro usado nos treinamentos.

“É o único lugar durante a missão onde podemos realmente nos sentir sozinhos por um momento”, afirmou. Os quatro astronautas dividem a Orion, que tem cerca de 3,3 metros de altura, 5 metros de diâmetro e apenas 9 m³ de volume habitável, em um espaço equivalente a um pequeno quarto.

O Sistema Universal de Gestão de Resíduos (UWMS, na sigla em inglês), tem um box sanitário privativo, com corrimãos e apoios para os pés, que ajudam a manter o corpo estável durante o uso.

O funcionamento é baseado em sucção. Um funil acoplado a uma mangueira coleta a urina, enquanto um pequeno assento direciona os resíduos sólidos, que são sugados para um saco e armazenados em um compartimento selado.

O processo é barulhento: a cabine é revestida com isolamento e a tripulação precisa usar protetores auriculares.

A urina é expelida da espaçonave diariamente, já os dejetos sólidos são comprimidos e armazenados em um recipiente de coleta, que será descartado no retorno à Terra.

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da NASA e da Agência Espacial Canadense, embarcaram na quarta-feira (1°/4) na missão Artemis II, que fará um sobrevoo na Lua. Essa a primeira vez que humanos se aproximam do astro em mais de 50 anos.

Problemas no banheiro

A missão enfrentou problemas com o funcionamento do UWMS ainda no início da viagem. Poucas horas após o lançamento, o ventilador responsável pela sucção da urina apresentou falha.

Sem o sistema, os astronautas ficaram cerca de seis horas sem conseguir usar o banheiro.

Christina Koch, única mulher a bordo, liderou o conserto, orientada pelo centro de controle da missão, em Houston. Foi necessário desmontar partes do sistema e reiniciar o equipamento.

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