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Após tarifaço de Trump, Brasil fala em exportar mais para Belarus

Donald Trump anunciou taxa de 50% sobre exportações de produtos do Brasil para os EUA no último dia 9 de julho

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra embaixador Flavio Goldman e embaixador da Belarus - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Em meio as recentes desafios no comércio internacional, o governo brasileiro afirmou que buscará aumentar as exportações do Brasil para Belarus, país que recentemente se juntou ao bloco do Brics como membro parceiro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (11/7) pelo diretor do Departamento de Europa do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Flavio Goldman.

A fala aconteceu durante comemoração do Dia de Independência de Belarus, realizada na embaixada do país em Brasília.

“Almejamos preservar o status do Brasil de maior parceiro comercial de Belarus na América Latina, inclusive por meio da ampliação das exportações brasileiras, ainda aquém do seu potencial. Acreditamos haver espaço não apenas para aumentar, mas para diversificar, os nosso laços econômicos em que pese o cenário desafiador”, afirmou Goldman.

Para o embaixador bielorrusso recém empossado no Brasil, Andrey Andreyev, os últimos diálogos políticos e econômicos entre Minsk e Brasília são motivos de esperança para um futuro “com grande confiança e otimismo” entre os dois países.

“Nossa parceria com os Brics, formalizada em novembro de 2024 durante a presidência da Rússia e aprofundada sob a presidência do Brasil, reflete um alinhamento estratégico com nações comprometidas com uma ordem mundial mais justa e multipolar. Não somos meros participantes; somos contribuintes para a visão global dos Brics”, destacou Andreyev.

No último ano, as exportações do Brasil para Belarus chegaram a casa dos US$ 5,6 milhões, consistindo principalmente no envio de amendoins e matérias brutas de animais. Já as importações de produtos vindas do país comandado por Alexander Lukashenko bateu a marca de US$ 47,1 milhões — o que representou um déficit comercial de US$ 41,5 milhões para o comércio brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Taxação de Trump

No último dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a tarifa de 50% sobre produtos do Brasil. A medida, de acordo o líder norte-americano, foi motivada, em parte, pelo julgamento de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente brasileiro é acusado de liderar uma organização criminosa que em 2022 teria planejado realizar um golpe de Estado no Brasil para impedir o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro foi declarado inelegível pela Justiça em 2023, por abuso de poder político e econômico, e não pode concorrer a cargos públicos até 2030.

No entanto, o mandatário norte-americano diz acreditar na inocência do ex-aliado político na América Latina e afirmou que Bolsonaro é vítima de uma “caça às bruxas” no Brasil.

Até o momento, ainda não está claro como o governo brasileiro deve reagir à guerra tarifária de Trump. Lula, porém, já revelou que o Brasil usará a Lei da Reciprocidade Econômica caso a taxa de 50% entre em vigor no dia 1º de agosto, e pode aplicar a mesma tarifa sobre produtos exportados dos EUA. 

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