Após morte de seu nº 2, Estado Islâmico matou 53 pessoas na África

Ao todo, Estado Islâmico (ISIS) disse ter matado 57 pessoas desde a morte do número 2 do grupo, em um ataque dos EUA na Nigéria

atualizado

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Nos dias posteriores à morte de Abu-Bilal al-Minuki na Nigéria, o Estado Islâmico (ISIS) continuou seu ataques ao redor da África, e afirmou ter matado 53 pessoas no continente. Os dados constam em comunicados divulgados pelo grupo em canais fechados em redes sociais como Telegram e X, analisados pelo Metrópoles.


Morte do número 2 do ISIS

  • No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a morte de Abu-Bilal al-Minuki. Ele era considerado o líder número 2 do Estado Islâmico (ISIS) ao redor do mundo.
  • O terrorista, descrito por Trump como o “mais ativo do mundo”, foi morto na Nigéria. Além dos EUA, forças nigerianas também participaram da operação.
  • Desde a queda do ISIS no Oriente Médio, e da morte dos fundadores, líderes e sucessores, grupo passou a atuar de forma mais descentralizada.
  • Há quase uma década, o Estado Islâmico migrou sua atuação para a África. Com isso, o continente passou a ser considerado o epicentro do terrorismo global.
  • Acredita-se que Abu Hafs al-Hashimi al-Qurashi seja o atual líder do ISIS. Ele assumiu o posto em 2023, após a morte do seu antecessor, Abu Hussein al-Husseini al-Qurashi.
  • Relatórios de inteligência indicam que o chefe do Estado Islâmico (o quinto desde a criação do grupo em 2013) esteja na Somália.

Ao todo, o ISIS diz que 57 pessoas foram assassinadas em ações do grupo entre sábado (16/5), dia da morte de al-Minuki, e essa segunda-feira (18/5). Deste número, 53 dos mortos se concentraram em três países da África: Nigéria, República Democrática do Congo (RDC), Somália e Moçambique.

O país mais afetado foi Moçambique. Lá, o Estado Islâmico afirma ter assassinado 26 membros de uma milícia local, conhecida como Naparamas, em uma única operação. Já na RDC o número de mortes chegou a 18, durante ataques realizados entre os dias 17 e 18. Todos eles seriam cristãos.

Apesar de os recentes atos terroristas coincidirem com a operação norte-americana que culminou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, considerado o número dois no comando global do ISIS, eles são reflexos de uma recente reorganização do grupo.

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O Estado Islâmico continua sendo o grupo extremista que mais mata ao redor do mundo
Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, líder do Estado Islâmico morto pelos Estados Unidos
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Migração

Depois de ver o seu império do terror ser destruído na Síria e Iraque, entre 2017 e 2019, a organização jihadista concentrou boa parte de suas atividades no continente africano — especialmente em nações do Sahel, região que abrange 10 países da África Subsaariana.

No último ano, por exemplo, 5.582 pessoas foram mortas em ataques terroristas ao redor do mundo. Considerando apenas os números relacionados aos casos no Sahel, a região concentrou mais da metade de todas as mortes globais. Os dados são do último relatório Global Terrorism Index 2026, publicado pelo Instituto para Economia e Paz.

O histórico de fraca governança, tensões étnicas e golpes militares criou o cenário de instabilidade perfeita para o ISIS se instalar na região. Com isso, a organização jihadista continua sendo a que mais mata ao redor do mundo, apesar das derrotas no Oriente Médio e dos esforços contínuos da comunidade internacional contra o grupo.

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