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RD do Congo e Ruanda assinam acordo de paz nos Estados Unidos

Acordo de paz que encerrar guerra de quase 30 anos entre RD do Congo e Ruanda foi mediado pelos EUA e pelo Catar

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1 de 1 Imagem colorida mostra os presidentes dos EUA, RD do Congo e Ruanda - Metrópoles - Foto: Chip Somodevilla/Getty Images)

Quase três décadas após o início dos conflitos, a República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda assinaram um acordo de paz, que ainda inclui pactos econômicos. A cerimônia, que na teoria põem fim à guerra, aconteceu nesta quinta-feira (4/12), nos Estados Unidos.

O presidente da RDC, Felix Tshisekedi, e seu homólogo de Ruanda, Paul Kagame, foram recebidos por Donald Trump em Washington. O acordo de paz, mediado pelos EUA e pelo Catar, já havia sido anunciado em junho deste ano.

Ainda não está claro se o pacto será suficiente para encerrar o conflito que dura décadas, e também envolve o grupo rebelde congolês M-23, que em novembro deste ano assinou um tratado inicial para estabelecer princípios para a paz na República Democrática do Congo.

Entre os termos do documento assinado nesta semana nos EUA estão previstos o retorno de famílias deslocadas por conta da guerra, o respeito à integridade territorial de ambos os países, o fim das hostilidades, libertações de prisioneiros e o acesso à ajuda humanitária.

Guerra esquecida

Desde a década de 1990, as duas nações africanas estão envolvidos em uma guerra que envolve disputas territoriais, e questões étnicas que remontam ao genocídio de Ruanda em 1994.

Com o fim do massacre de tutsis em Ruanda, membros da etnia hutu — responsáveis pelo genocídio — fugiram para a RDC, com o objetivo de evitar retaliações do novo governo liderado por Paul Kagame, que faz parte do mesmo povo alvo da onda de assassinatos em massa.

Neste contexto surgiu o M-23. Fundada em 2012, a organização se diz defensora da minoria tutsti na República Democrática do Congo. Apesar de negar, o governo da Ruanda é acusado de financiar o grupo rebelde, assim como de enviar militares para o país vizinho para lutarem ao lado de fileiras da organização.

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