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Mundo

Apoiada pelo Brasil, Bachelet retira candidatura para assumir ONU

Michelle Bachelet é ex-presidente do Chile e tinha candidatura apoiada pelo Brasil e México

19/09/2026 17:07, atualizado 19/09/2026 17:25
Wallison Breno/PR
Apoiada pelo Brasil, Bachelet retira candidatura para assumir ONU

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou, neste sábado (19/9), a retirada da sua candidatura para assumir a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A candidatura de Bachelet era costurada pelo Brasil e pelo México para suceder o português António Guterres, que está no posto desde 2017.

Em comunicado enviado à ONU e ao qual o Metrópoles teve acesso, Michelle Bachelet informa a retirada de sua candidatura e reforça a necessidade de que o próximo secretário-geral da ONU seja uma liderança feminina da América Latina.

“Continuo acreditando que as Nações Unidas precisam e merecem ser lideradas por uma mulher. Apoio firmemente que o cargo de Secretário-Geral, 80 anos após a criação da organização, seja ocupado por uma mulher da América Latina. Nossa região possui a experiência e os valores para liderar esta instituição; por isso, espero que esse momento chegue”, declarou.

Em anuncio publicado nas redes sociais, agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da presidente do Méxic0, Cláudia Sheinbaum, durante a jornada.

“Sou especialmente grato ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e à presidente do México, Claudia Sheinbaum, que apoiaram esta candidatura desde o primeiro dia com generosidade e convicção. Também quero agradecer ao povo do Chile e aos cidadãos de todo o mundo que expressaram seu carinho e apoio”, disse ela.

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A candidatura de Bachelet perdeu força durante as votações informações realizadas pelo Conselho de Segurança da ONU — órgão que vota pelo próximo secretário-geral da organização. Entre os candidatos, a economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, aparece com favoritismo.

Na última votação informal, Bachelet teve apenas 1 voto a favor e 11 contra. Grynspan liderava a votação com nove votos favoráveis, cinco contra e uma abstenção.

Próximo secretário-geral da ONU

O processo para mudança no secretariado-geral da ONU dura alguns meses e a organização deve chegar a uma decisão nos próximos dias. O cargo fica livre no fim de dezembro, quando Guterres encerra o mandato como secretário-geral.

O processo de escolha do próximo secretário-geral depende da articulação entre países. A decisão parte da Assembleia Geral, que é composta pelos 193 membros da ONU — ou seja, assume aquele que tiver mais apoio entre os países.

Para essa decisão, contudo, é preciso que o candidato seja recomendado pelo Conselho de Segurança, conforme prevê a Carta da ONU.

Isso quer dizer que, antes de passar pelo crivo da Assembleia Geral, é necessário que o candidato tenha o aval daqueles que formam o Conselho de Segurança, órgão composto por 15 membros, sendo 10 rotativos e cinco permanentes.