Lula deve discutir com Trump indicação de Bachelet para chefia da ONU

Nome da ex-presidente do Chile é costurado por Brasil e México para assumir a Secretaria-Geral da ONU, hoje chefiada por António Guterres

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
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1 de 1 lula-michelle-bachelet - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A candidatura de Michelle Bachelet para a chefia das Nações Unidas (ONU) também deve ser tema do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, previsto para esta semana. Lula embarca para os Estados Unidos e se reúne com o líder norte-americano na próxima quinta-feira (7/5).

Tratar o tema com o presidente dos EUA é visto como um passo importante no processo de articulação para a indicação de Bachelet.

O país, assim como os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança (China, França, Reino Unido e Rússia), pode usar o poder de veto para barrar que uma candidatura siga adiante no processo de eleição ao secretariado-geral da ONU.

A indicação de Michelle Bachelet é costurada pelo Brasil em parceria com o México. O nome da ex-presidente chilena, inicialmente, fazia parte de uma parceria que também envolvia o Chile.

O trio defendia a necessidade de uma mulher assumir o cargo que, desde a origem das Nações Unidas, é ocupado por um homem.

Após a mudança de governo no Chile, contudo, o entendimento sobre o apoio a Bachelet foi alterado. Assim que assumiu o Palácio de La Moneda, Jose Antonio Kast retirou o apoio do Chile à candidata apoiada por Lula. Bachelet é ex-presidente do Chile e considerada próxima do petista.


 

Além de Bachelet, três nomes disputam o secretariado-geral da Nações Unidas. São eles: 

  • Rafael Mariano Grossi – diplomata argentino e diretor da Agência de Energia Atômica;
  • Macky Sall – presidente do Senegal; e
  • Rebeca Grynspan – economista e ex-vice-presidente da Costa Rica.

Próximo secretário-geral da ONU

O processo para mudança no secretariado-geral da ONU está em andamento, e a organização deve chegar a uma decisão nos próximos meses.

O cargo fica livre no fim de dezembro, quando o diplomata português António Guterres encerra o mandato como secretário-geral, cargo que ocupa desde 2017.

O processo de escolha do próximo secretário-geral depende da articulação entre países. A decisão parte da Assembleia Geral, que é composta pelos 193 membros da ONU — ou seja, assume aquele que tiver mais apoio entre os países.

Para essa decisão, contudo, é preciso que o candidato seja recomendado pelo Conselho de Segurança, conforme prevê a Carta da ONU.

Isso quer dizer que, antes de passar pelo crivo da Assembleia Geral, é necessário que o candidato tenha o aval daqueles que formam o Conselho de Segurança, órgão composto por 15 membros, sendo 10 rotativos e cinco permanentes.

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