“A vez de passar a perna na China”, diz Trump; Pequim fala em bullying

China e os EUA estão em uma escalada na guerra tarifária. Taxas norte-americanas impostas a China chegaram a 104%

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Mundo tenta aliviar tarifaço, mas Trump resiste e ameaça China - Metrópoles
1 de 1 Mundo tenta aliviar tarifaço, mas Trump resiste e ameaça China - Metrópoles - Foto: Thomas Peter-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma gerra comercial intensa com a China que resultou na aplicação de tarifas de 104% aos produtos chineses e em uma retaliação chinesa de 84%. Em meio ao conflito, nessa terça-feira (8/4), Trump afirmou que Pequim sempre “passou a perna” nos EUA e que, agora, eles farão o mesmo.

“Eles sempre nos passaram a perna a torto e a direito. Vamos agora passar a perna neles. Tem que dar o braço a torcer. Eles estão manipulando a moeda hoje como uma forma de compensar as tarifas”, afirmou Trump em um jantar do Comitê Nacional Republicano para o Congresso.


O que está acontecendo

  • O presidente dos EUA anunciou, no que ele chamou de “Dia da Libertação”, tarifas a 117 países pelo mundo.
  • A China foi taxada, inicialmente, em 34% sobre todos os produtos importados pelos EUA.
  • Como resposta à taxação, o país oriental anunciou que iria impor uma tarifa retaliatória de 34% aos EUA.
  • Em escalada da guerra tributária, nesta terça-feira (8/4), a Casa Branca anunciou que aplicará uma tarifa de 104% sobre todos os produtos chineses.
  • Nesta quarta-feira (9/4), a China anunciou que taxará, a partir desta quinta-feira (10/4), em 84% todos os produtos importados dos EUA.
  • As tarifas recíprocas entrarão em vigor nesta quarta-feira (9/4) e as tarifas universais de 10% passaram a valer nesse sábado (5/4).

Ainda no jantar de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que líderes mundiais estão “puxando seu saco” para conseguir negociar as tarifas recíprocas.

“Estou te falando, esses países estão nos ligando, puxando o meu saco. Eles estão doidos para fazer um acordo. ‘Por favor, por favor, senhor, me deixe fazer um acordo'”, disse o republicano.

China fala em bullying

O Ministério do Comércio da China afirmou que o país “lutará até o fim” se Trump continuar com a imposição de novas tarifas consideradas como bullying por eles.

“Os EUA continuam a abusar das tarifas sobre a China. A China se opõe firmemente e jamais aceitará tais atos hegemônicos e de bullying. A ameaça dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro em cima de um erro. A ameaça, mais uma vez, expõe a natureza chantagista dos EUA. A China nunca aceitará isso”, disse seu Ministério do Comércio em declaração.

O porta-voz do ministério, Lin Jian, afirmou que “se [os EUA] persistirem em desconsiderar os interesses comuns de ambos os países e da comunidade internacional e insistirem em escalar o conflito comercial e tarifário, a China, como sempre, lutará até o fim”.

Lin Jian ainda destacou que “não há vencedores em uma guerra comercial ou uma guerra tarifária. O protecionismo não oferece saída”.

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