Zema afirma que eleitor que votar em Flávio entrega eleição a Lula
Romeu Zema também criticou fala de Flávio Bolsonaro de que indicaria seu irmão, Eduardo, para o cargo de ministro das Relações Exteriores
atualizado
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Belo Horizonte – O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a criticar o seu adversário na disputa eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL), e alegou que quem votar nele estará entregando o cargo para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essas últimas pesquisas demostraram que, quem está votando no Flávio vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve seu posicionamento, enquanto ele caiu. Isso se não surgir mais nada daqui pra diante”, afirmou Zema durante evento da Câmara Americana de Comércio Para o Brasil (AmCham), ocorrido em São Paulo, nesta segunda-feira (25/5).
O ex-governador de Minas comentou que na disputa eleitoral de 2022, quando o petista ganhou por 50,90% dos votos válidos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já foi difícil para a direita, a tendência é que esta seja ainda mais complicada.
No caso, ele se refere aos áudios que mostraram uma relação de proximidade entre o senador bolsonarista e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e acusado de encabeçar um sistema bilionário de fraude bancária. Nas mensagens, Flávio aparece pedindo R$ 130 milhões para o financiamento do filme Dark Horse, inspirado na vida do seu pai.
Flávio Bolsonaro afirmou, em sua defesa, que ele apenas cobrava que fosse cumprido um contrato que havia sido firmado. Ele também destacou que sempre negou qualquer relação com o banqueiro por um suposto contrato de confidencialidade.
Desde que a relação entre os dois foi tornada pública, o mineiro vem fazendo duras críticas ao adversário. O que desagradou o próprio Flávio e políticos que outrora foram simpáticos ao candidato do Novo, até mesmo correligionários criticaram Zema.
Chanceler Eduardo Bolsonaro
Uma outra crítica que Romeu Zema fez foi em relação às declarações de Flávio Bolsonaro de que indicaria o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para ministro das Relações Exteriores, caso fosse eleito ao cargo de presidente.
“Achei extremamente infeliz a declaração do pré-candidato falando que o irmão dele, o Eduardo, seria um ministro de Relações Exteriores. Mais uma vez: eu gosto é de gente que tem carreira, que tem competência. Se parente resolvesse esse problema, muita coisa nesse mundo já estaria resolvida”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro está desde março de 2025 nos Estados Unidos. A decisão dele em sair do país e abandonar o cargo na Câmara dos Deputados ocorreu em meio a investigações sobre coação a autoridades judiciais.
No novo país ele também passou a atuar, junto a políticos americanos, para que fossem aplicadas sanções ao Brasil, ao presidente Lula e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente Alexandre de Moraes, por sua atuação no julgamento dos atos golpistas de 8 de Janeiro.
Esta não é a primeira vez que o nome de Eduardo é cotado para um cargo junto ao ministério das Relações Exteriores. Durante o governo de Jair Bolsonaro, seu pai, seu nome foi um dos ventilados para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos.
Apesar de não ter passado pela carreira diplomática e nem frequentado o Instituto Rio Branco, o então presidente mencionou como qualidades que capacitavam seu filho para a vaga falar inglês e espanhol, e ter fritado hamburguer no Maine, um estado americano.
