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"Imperdoável", diz Zema sobre cobrança de Flávio Bolsonaro a Vorcaro

Flávio Bolsonaro pediu a Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para financiamento de filme sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro

13/05/2026 17:50, atualizado 13/05/2026 18:17
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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência

Belo Horizonte – O pré-candidato do Novo a presidente, Romeu Zema, chamou de “imperdoáveis” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem” as cobranças do aliado Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro para a finalização de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O mineiro se referia a um áudio divulgado pelo The Intercept Brasil e confirmado pelo Metrópoles nesta quarta-feira (13/5), no qual o filho de Jair Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master para a realização do filme “Dark Horse”, que busca exaltar a imagem do ex-presidente. O financiamento seria de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões. Veja a fala de Zema, que é cotado por aliados de Flávio para ser vice na chapa dele:

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, afirmou Zema.

O político mineiro ainda alegou que não adianta criticar práticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “e fazer a mesma coisa”.

Daniel Vorcado é um dos investigados pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que revelou um esquema de fraudes superior a R$ 50 bilhões.

A defesa de Flávio

O senador Flávio Bolsonaro divulgou nota no início da noite desta quarta para se defender no caso.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos”, diz a nota de Flávio.

O senador seguiu: “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”.

Flávio disse que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, “e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, conclui a nota de Flávio, divulgada pouco depois do vídeo publicado por Zema sobre o caso.