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Eleições 2026Minas Gerais

Voto Marécio: a "dobradinha" informal de Marília (PT) e Aécio (PSDB) em MG

Deputado petista afirma que vai propor projeto de lei para que cada eleitor tenha apenas um voto e que os dois mais votados sejam eleitos

15/09/2026 13:33, atualizado 15/09/2026 13:34
Reprodução/Redes Sociais
Marília Campos e Aécio Neves

Belo Horizonte – Uma dobradinha informal entre partidos que já protagonizaram a polarização nacional está movimentando a eleição em Minas. Apesar das campanhas destacarem que não há nada arquitetado, quadros do PSDB e do PT veem com bons olhos a dobradinha de votos para o Senado nos dois partidos, que têm como seus candidatos o ex-governador Aécio Neves e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos. É o voto “Marécio”.

O entendimento entre os petistas é que a candidatura do tucano enfraquece outros nomes mais à direita, principalmente entre os bolsonaristas, e que Aécio também atinge eleitores mais ao centro que podem dar seu segundo voto para a petista.

Já entre os tucanos acreditam que, como Marília Campos possui apoio em diferentes prefeituras, algumas até comandadas por adversários políticos, o segundo voto de algumas bases podem acabar indo para o ex-governador.

Sob reserva, pessoas da campanha de Marília afirmaram que não há nenhuma tentativa de aliança ou sinalização partindo da candidata, que reforça seu compromisso com Áurea Carolina (PSol) como dobradinha, mas comentam que a decisão do eleitorado em optar pelo “Marécio” é legítima.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), porém, afirma que este tipo de votos é uma deformidade e que é algo natural em uma disputa eleitoral que permite dois votos em candidaturas majoritárias e afirmou que deve apresentar um projeto sobre o tema.

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Em 2024, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) chegou a apresentar um projeto que previa que cada eleitor tenha direito a apenas um voto nas eleições a senadores e que sejam eleitos os dois mais bem votados, mas acabou pedindo a retirada de tramitação.

Voto Marécio: a "dobradinha" informal de Marília (PT) e Aécio (PSDB) em MG