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Eleições 2026Minas Gerais

Adversários calculam impacto da volta de Aécio à disputa pelo Senado em MG

Equipe de Áurea Carolina acredita que Aécio ajuda a dividir a direita; já a própria direita tenta não demonstrar incômodo

02/09/2026 02:00
Thiago Bonna/Metrópoles
Aécio Neves

Belo Horizonte – A decisão de Aécio Neves (PSDB) de mudar de estratégia e concorrer ao cargo de senador por Minas Gerais surpreendeu o mundo político em Minas e agora as campanhas estão tentando calcular o impacto de mais um concorrente forte em uma disputa que já estava apertada.


Como a volta de Aécio mexe com a disputa pelo Senado em MG

  • Mais um nome competitivo: a entrada de Aécio amplia a fragmentação de uma corrida que já reunia candidatos conhecidos e com bases eleitorais distintas;
  • Dois votos reduzem o confronto direto: como cada eleitor escolherá dois candidatos ao Senado, adversários podem formar dobradinhas regionais e disputar apenas uma das preferências;
  • Marília mantém a estratégia: líder nas pesquisas, a petista pretende evitar embates diretos e reforçar suas entregas e a aliança entre esquerda e centro;
  • Domingos aposta no voto fiel: o candidato do PL acredita que sua identificação com a direita e a centro-direita pode protegê-lo da divisão provocada por Aécio;
  • Áurea vê vantagem na fragmentação: a campanha da candidata do PSol avalia que o aumento do número de nomes à direita pode beneficiar o campo progressista;
  • Viana evita o confronto: o senador não comentou a entrada do tucano, enquanto aliados dizem confiar em suas propostas e no reconhecimento do eleitor;
    Aro ainda não se manifestou: procurado pela reportagem, o candidato do PP não respondeu até a publicação.

A campanha da Marília Campos (PT), que vem liderando as pesquisas ao Senado no estado, acredita que o caminho é focar mais no que a candidata já realizou durante sua trajetória política e não repercutir outros nomes.

“Não faz campanha com olhar no concorrente. Não está tendo nenhuma mudança de rota ou de estratégia. Segue sendo ficar num discurso propositivo de diálogo, fortalecimento de uma frente que engloba tanto a esquerda quanto o centro”, afirmaram aliados da petista.

O bolsonarista Domingos Sávio (PL), que já foi um importante aliado do tucano mineiro, acredita que, em algumas regiões, como são dois votos ao cargo, as lideranças locais atuaram para fazer uma dobradinha entre eles. Sávio também acredita ter “base mais fiel” para levá-lo ao Senado.

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“Eleição pra senador é nos 853 municípios e neste caso o meu voto estará mais à direita e centro direita e acredito que com uma fidelidade maior pelas bandeiras que defendo , ou seja é um voto mais ideológico . Creio que com um número maior de candidatos competitivos naturalmente ocorre uma divisão maior do ‘bolo’ e neste caso quem tiver um eleitorado mais fiel poderá se beneficiar”, avaliou Domingos Sávio.

O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD) preferiu não se manifestar sobre a situação, mas pessoas próximas apostam que o pessedista tem “as melhores propostas” e que a população “saberá reconhecer”.

A campanha de Áurea Carolina (PSol) também aponta que o impacto direto será pouco relevante, mas que essa fragmentação de campos à direita pode favorecer a disputa.

“Na prática, a entrada do Aécio não traz um impacto muito relevante pra campanha da Áurea, mas indiretamente, a direita está cada vez mais dividida e essa movimentação intensifica essa divisão. Entendemos que isso vai ser positivo para o campo progressista de forma geral”, avaliou a assessoria da candidata.

O ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) foi procurado, mas não respondeu as mensagens até o momento.