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Brasil

Senado aprova indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU

Com apoio de Davi Alcolumbre, Pacheco recebeu 63 votos a favor e quatro votos contrários. Indicação ao TCU segue para a Câmara dos Deputados

01/09/2026 18:35, atualizado 01/09/2026 18:55
Carlos Moura/Agência Senado
Senador Rodrigo Pacheco

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (1º/9), a indicação do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para integrar o Tribunal de Contas da União (TCU), na vaga deixada por Bruno Dantas esta semana. A indicação segue para a Câmara dos Deputados e deve ser votada nos próximos dias.

Pacheco recebeu 63 votos a favor e quatro votos contrários do Senado e contou com o apoio e a articulação favorável do seu sucessor e aliado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Como mostrado pelo Metrópoles, o senador amapaense pediu que os senadores estivessem em Brasília para votar a indicação.

O Tribunal de Contas da União é o órgão ligado ao Legislativo responsável pelo controle externo das Contas Públicas na esfera federal. A Corte é composta por nove ministros, sendo um terço deles indicado pelo presidente da República, alternadamente entre auditores e integrantes do Ministério Público, e dois terços pelo Congresso Nacional.

A indicação foi relatada pelo ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), que teceu elogios à atuação do senador mineiro e disse que Pacheco tem “incontáveis atributos” que serão bem empregados na Corte.

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“Foi um verdadeiro democrata que soube nos conduzir para ancorarmos em um destino seguro”, disse Calheiros.

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Futuro político

O futuro de Pacheco depois do fim do mandato teve diferentes possibilidades. O senador foi cotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser candidato ao governo de Minas Gerais, mas recuou da proposta.

Depois, seu nome foi ventilado para compor o Supremo Tribunal Federal (STF), chegando a ser pivô do rompimento entre Alcolumbre, que pressionava pela indicação do colega, e o presidente Lula, que escolheu Jorge Messias.

Depois da negativa, o senador mineiro passou a dizer que encerraria a vida pública e retornaria à advocacia, mas a possibilidade de Bruno Dantas deixar o TCU e, assim, abrir uma vaga na Corte, redefiniu os rumos da vida pública do senador.