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Minas Gerais

"Voltamos para 1964", diz Janones após canal "Exército do Lula" sair do ar.

Janones voltou a criticar decisão do TSE que tirou o “Exército do Lula” do ar por 48h e sugeriu que canal chegará a 5 milhões de seguidores

14/10/2026 07:56

Belo Horizonte — O deputado federal André Janones (Rede-MG) voltou a criticar, nesta quarta-feira (14/10), a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado por ele e que reúne mais de 4 milhões de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar comparou a medida à ditadura militar brasileira.

“Bom, pessoal, vocês viram aí que o canal foi censurado, né? Voltamos pra 1964 e o canal Exército Lula tá fora do ar”, afirmou Janones.

Na gravação, o deputado também relembrou uma promessa feita por Lula de comprar um celular e entrar no canal quando o espaço atingisse a marca de 5 milhões de seguidores.

“Mas vocês lembram que o Lula falou que, quando o canal atingisse 5 milhões de pessoas, ele ia comprar um celular e entrar no grupo? Algo me diz que daqui a 48 horas o Lula vai ter que comprar um celular”, declarou.

A manifestação ocorre após o canal sair do ar na noite dessa terça-feira (13/10), por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

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O magistrado condicionou o funcionamento do canal ao registro de seu endereço eletrônico pela campanha de Lula na Justiça Eleitoral. A exigência foi cumprida, mas Nunes Marques estabeleceu que o espaço só poderá voltar a funcionar após 48 horas, prazo que termina na quinta-feira (15/10).

Disputa por espaço nas redes

A disputa começou após a campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pedir a suspensão do canal, sob a alegação de disseminação de desinformação.

No domingo (11/10), Nunes Marques determinou a retirada do canal do ar. A decisão foi revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores.

Uma análise realizada pela área técnica do TSE, a pedido de Nunes Marques, não identificou a divulgação de notícias falsas específicas no canal.

Apesar disso, o presidente da Corte voltou a determinar a suspensão nessa terça-feira, desta vez em razão da ausência de registro do endereço eletrônico como meio de campanha de Lula.

Após a regularização, Nunes Marques autorizou a retomada das atividades, desde que respeitado o prazo de 48 horas previsto na legislação eleitoral.

Na contramão, Nikolas Ferreira (PL) também abriu um canal para os apoiadores de Flávio.