Vaquinha eleitoral: veja os mineiros que mais arrecadaram até agora
Apesar do peso eleitoral de Minas Gerais, estado aparece apenas na 9ª posição do ranking nacional de arrecadação na “vaquinha” virtual
atualizado
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Belo Horizonte — Duas semanas após a liberação das chamadas “vaquinhas eleitorais”, pré-candidatos de Minas Gerais já arrecadaram quantias por meio de plataformas de financiamento coletivo autorizadas pela Justiça Eleitoral. Levantamento do site QueroApoiar mostra que nomes ligados a diferentes partidos políticos aparecem entre os que mais receberam doações de apoiadores no estado.
No ranking mineiro, a pré-candidata a deputada estadual Larissa Dias (Novo) lidera a arrecadação, com R$ 7.150. Em seguida aparecem a pré-candidata a deputada federal Juliana Rios (PSD), com R$ 6.064, e o pré-candidato a deputado estadual Bruno Araújo (Novo), com R$ 3.940.
Entre os dez primeiros colocados também estão os pré-candidatos ao cargo de deputado federal Rafa Cupertino (Missão); Warley Mól (Novo); e Alexandre de Godoi (Novo), o vereador de Belo Horizonte Vile Santos (PL), que pleiteia uma vaga na Câmara dos Deputados, e o pré-candidato ao governo de Minas Professor Túlio Lopes (PCdoB).
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Partidos dominam arrecadação
No ranking nacional por partido da plataforma QueroApoiar, o Missão aparece na liderança, com mais de R$ 600 mil arrecadados. Em seguida vêm Novo (mais de R$ 380 mil), PSol (mais de R$ 280 mil), PCdoB (mais de R$ 168 mil) e PT (mais de R$ 130 mil).
Já no ranking por estado, Minas Gerais aparece na nona colocação, com cerca de R$ 39 mil arrecadados até o momento, atrás de estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro. É importante ressaltar que os dados podem ter sido atualizados pela plataforma de financiamento coletivo após a publicação desta matéria.
Como funciona a vaquinha eleitoral?
O financiamento coletivo eleitoral, conhecido popularmente como vaquinha eleitoral, permite que pré-candidatos arrecadem dinheiro pela internet para custear futuras campanhas. A modalidade foi incorporada à legislação eleitoral após a reforma de 2017 e é regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nas eleições de 2026, a arrecadação foi liberada a partir de 15 de maio. Os recursos podem ser captados até o dia da eleição por meio de plataformas previamente cadastradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Quem pode doar?
Pelas regras eleitorais, apenas pessoas físicas podem fazer doações para campanhas por meio do financiamento coletivo. As contribuições precisam ser identificadas e registradas para prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Além disso, a arrecadação só pode ocorrer em empresas habilitadas pelo TSE para esse tipo de operação.
O dinheiro pode ser usado imediatamente?
Não. Embora a arrecadação já esteja autorizada, a liberação dos recursos depende do cumprimento de exigências da legislação eleitoral, como o registro formal da candidatura. Caso o pré-candidato não dispute a eleição, os valores arrecadados devem ser devolvidos aos doadores pela própria plataforma.




